A Cooperativa de Laticínios Selita suspendeu o investimento de R$ 2 milhões - que seria feito para aumentar a industrialização do leite longa vida - e também o lançamento de novos produtos para este ano. O motivo é a taxa de 15% de economia de energia elétrica imposta pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica para o setor alimentício. Com o investimento que seria feito, a produção de leite longa vida passaria de 2,5 milhões de litros por mês para 3,2 milhões de litros. Dos 13 novos produtos que seriam lançados, permaneceram nos planos da empresa apenas 6.
A Selita também fechou as usinas de recepção de leite em Alegre e Presidente Kennedy e colocou em funcionamento nos horários de ponta um gerador próprio de 260 kVA (quilovolt-ampère). Medidas necessárias, segundo o presidente da cooperativa, José Onofre Lopes , para diminuir o consumo atual de 335.884 kW (quilowatt) para 238.731 kW, redução total de 28,92% hoje e de 15% com base na média de 2000.
O impacto imediato, porém, será um aumento de 10% no custo de recepção do leite de produtores que entregavam em Alegre e Presidente Kennedy. Agora, o produto está sendo enviado direto para Cachoeiro de Itapemirim e a Selita assumiu o valor do frete do antigo ponto de recolhimento até a sede. "Não podíamos repassar esse ônus para o produtor que já sofre os efeitos da crise de energia", disse o presidente.
fonte: Gazeta Mercantil (por Bruno Garschagen), adaptado por Equipe MilkPoint
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