O negócio cria uma nova frente de atuação em um momento em que supermercados ampliam espaço para produtos proteicos, snacks funcionais e itens voltados ao consumo saudável. A expectativa é usar a experiência dos Trevizanelli em varejo, logística e exportação para acelerar a distribuição da Bendu no Brasil e no exterior.
“A aproximação com a Bendu foi muito natural. Nós já éramos consumidores da marca. Vimos que eles eram de Jardinópolis, perto da nossa região, meus pais consumiam os produtos e um amigo em comum nos aproximou. A primeira conversa aconteceu em janeiro e, muito rapidamente, percebemos uma sinergia enorme”, afirma Bruno Trevizanelli.
Fundada originalmente em Reginópolis, no interior paulista, a Bendu nasceu com foco em produtos que buscam unir alimento saudável, sabor e conveniência. O portfólio inclui barras proteicas, snacks, cremes e releituras de alimentos tradicionais brasileiros.
“Minha filosofia sempre foi desenvolver um produto saudável que fosse o mais parecido possível com o produto tradicional”, afirmou Marcelo Azevedo. “Queremos pulverizar a marca e aumentar cada vez mais a presença da Bendu perto das pessoas. Existe um oceano de crescimento no varejo alimentar.”
Segundo os agora sócios – em percentuais não revelados, mas que eles garantem se tratar de controle compartilhado –, a Bendu faturou R$ 20 milhões em 2025 e projeta R$ 45 milhões neste ano e dobrar novamente em 2027. “A Predilecta está em 73 países e queremos ajudar a Bendu a ganhar força internacional, participando de feiras nos Estados Unidos, Europa, Ásia e Austrália”, disse Bruno.
Além da expansão comercial, os sócios estudam a construção de uma nova planta industrial para a Bendu no estado de São Paulo. Hoje, a empresa opera entre um galpão próprio e outro alugado para estoque. “Hoje estamos apertados. O plano é montar uma estrutura maior ainda no estado de São Paulo”, afirmou Marcelo.
A Predilecta Alimentos foi fundada em 1990 pelos empresários Antonio Carlos Tadiotti e José Reynaldo Trevizanelli, no distrito de São Lourenço do Turvo, em Matão, uma das maiores regiões produtoras de goiaba do país. A companhia nasceu focada no processamento da fruta e se tornou a maior processadora de goiaba vermelha do mundo.
Com o tempo, diversificou o portfólio para categorias como molhos de tomate, conservas, geleias, sobremesas e condimentos, consolidando sua marca própria e outras absorvidas ao longo do tempo como Salsaretti, Etti e Cajamar – adquiridas da Bunge em 2020.
Agora, os irmãos Trevizanelli tentam aplicar parte dessa experiência em uma categoria diferente. “A união combina uma marca forte, um produto saudável com apelo sensorial e a nossa estrutura de distribuição e logística. O setor de saudáveis está entrando com força no varejo, onde somos muito fortes”, disse Bruno.
As informações são do Valor Econômico.
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