Santa Catarina quer investir na melhoria genética do gado leiteiro. O secretário estadual de Agricultura, Moacir Sopelsa, estuda a possibilidade de fazer um convênio com a Associação Catarinense de Produtores de Gado Leiteiro para a compra de embriões e sêmen do Canadá e Estados Unidos.
A idéia é iniciar a criação de matrizes genéticas no estado, da mesma forma que acontece nesses dois países, que são os principais exportadores de sêmen das raças holandesa e jersey. Anualmente, o Brasil compra cerca de 1,2 milhão de amostras. "Pretendemos abrir um financiamento com prazo de cinco anos e juros de 3% ao ano para que o criador possa investir na qualificação do rebanho", comentou o secretário.
Os valores do investimento nesse setor ainda não estão definidos. A idéia da secretaria, juntamente com a associação, é verificar as potencialidades desse aprimoramento e o seu uso para a formação de novos plantéis.
Resultados
O país realiza experiências desse tipo com 22 animais. Porém, o trabalho é lento. De acordo com o especialista Cláudio Aragon, da empresa Alta Genética de Minas Gerais, são necessários cinco anos para que o gado mostre os primeiros resultados. A melhoria genética aplicada no Brasil pode gerar um incremento na produtividade leiteira em até 60%, somando-se a isso a qualificação do manejo da alimentação.
O criador Nelson Eduardo Ziehlsdorff compra 60 doses de sêmen de touros jersey canadenses e americanos. Ele espera que o interesse do Estado proporcione um controle da qualidade resultante das vacas oriundas dessas experiências. "Precisamos da comprovação do aprimoramento para iniciar uma produção genética independente", afirmou.
Fonte: Diário Catarinense (por Diego Rosa), adaptado por Equipe MilkPoint
A idéia é iniciar a criação de matrizes genéticas no estado, da mesma forma que acontece nesses dois países, que são os principais exportadores de sêmen das raças holandesa e jersey. Anualmente, o Brasil compra cerca de 1,2 milhão de amostras. "Pretendemos abrir um financiamento com prazo de cinco anos e juros de 3% ao ano para que o criador possa investir na qualificação do rebanho", comentou o secretário.
Os valores do investimento nesse setor ainda não estão definidos. A idéia da secretaria, juntamente com a associação, é verificar as potencialidades desse aprimoramento e o seu uso para a formação de novos plantéis.
Resultados
O país realiza experiências desse tipo com 22 animais. Porém, o trabalho é lento. De acordo com o especialista Cláudio Aragon, da empresa Alta Genética de Minas Gerais, são necessários cinco anos para que o gado mostre os primeiros resultados. A melhoria genética aplicada no Brasil pode gerar um incremento na produtividade leiteira em até 60%, somando-se a isso a qualificação do manejo da alimentação.
O criador Nelson Eduardo Ziehlsdorff compra 60 doses de sêmen de touros jersey canadenses e americanos. Ele espera que o interesse do Estado proporcione um controle da qualidade resultante das vacas oriundas dessas experiências. "Precisamos da comprovação do aprimoramento para iniciar uma produção genética independente", afirmou.
Fonte: Diário Catarinense (por Diego Rosa), adaptado por Equipe MilkPoint
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CLAUDIO NAPOLIS COSTA
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 11/04/2005
A realização de um trabalho de seleção deve ser um esforço conjunto, de âmbito nacional e com o apoio oficial. A participação das Associações é fundamental para orientar o controle leiteiro, prática indispensável em programa desta natureza.
De forma integrada agem o controle da identificação animal (genealogia) e a inseminação artificial. Os problemas atuais para a efetiva implementação de programas no Brasil está associado ao pouco uso do controle leiteiro e ainda ao desinteresse geral (com raras e louváveis exceções) das centrais de inseminação em atuarem neste sentido. É mais negócio vender sêmen e não investir em um programa, pois alegam que o trabalho é lento. É lento, mas é cumulativo! E de fato, não se aprende a andar, antes de engatinhar. As empresas de IA gastam o seu marketing na venda de semen, de reprodutores testados (alguns até já velhos, objetos das promoções tipo queima de estoque), mas não valorizam o produto macho, tourinhos de excepcionais acasalamentos (por elas recomendados/orientados). Os machos, touros, respondem pela maior parte do progresso genético do programa de seleção. Pergunta-se: Por que investir em acasalamentos de alto valor, se um dos retornos com a produção de machos para teste não é valorizada pelas Centrais ? Efetivamente o melhor e em geral mais caro de touro top, não é o melhor no Brasil (nossa provas estão a indicar isto). As diferenças entre países são evidentes, e por isso os países competem e valorizam as provas do Interbull. Um programa nacional, com apoio dos Estados, é fundamental para a melhoria da genética brasileira. Só importar não é suficiente. É lento, mas é seguro e basta começar. Há muitos exemplos de programas/países " (Nova Zelandia, França, Espanha, Itália, além dos tradicionais EUA, Canadá e Holanda) fazendo dinheiro" aqui no Brasil. Não se questiona o negócio em si, mas a estratégia ou modelo adotado que até o momento não valoriza o investimento nacional que gira, anualmente, só na raça Holandesa, aproximadamente em torno de R$ 15 milhões.
Temos recursos e competência, mas falta-nos organização e posicionamento dos criadores em defesa de seus interesses (ou melhor dos retornos em seus investimentos).
De forma integrada agem o controle da identificação animal (genealogia) e a inseminação artificial. Os problemas atuais para a efetiva implementação de programas no Brasil está associado ao pouco uso do controle leiteiro e ainda ao desinteresse geral (com raras e louváveis exceções) das centrais de inseminação em atuarem neste sentido. É mais negócio vender sêmen e não investir em um programa, pois alegam que o trabalho é lento. É lento, mas é cumulativo! E de fato, não se aprende a andar, antes de engatinhar. As empresas de IA gastam o seu marketing na venda de semen, de reprodutores testados (alguns até já velhos, objetos das promoções tipo queima de estoque), mas não valorizam o produto macho, tourinhos de excepcionais acasalamentos (por elas recomendados/orientados). Os machos, touros, respondem pela maior parte do progresso genético do programa de seleção. Pergunta-se: Por que investir em acasalamentos de alto valor, se um dos retornos com a produção de machos para teste não é valorizada pelas Centrais ? Efetivamente o melhor e em geral mais caro de touro top, não é o melhor no Brasil (nossa provas estão a indicar isto). As diferenças entre países são evidentes, e por isso os países competem e valorizam as provas do Interbull. Um programa nacional, com apoio dos Estados, é fundamental para a melhoria da genética brasileira. Só importar não é suficiente. É lento, mas é seguro e basta começar. Há muitos exemplos de programas/países " (Nova Zelandia, França, Espanha, Itália, além dos tradicionais EUA, Canadá e Holanda) fazendo dinheiro" aqui no Brasil. Não se questiona o negócio em si, mas a estratégia ou modelo adotado que até o momento não valoriza o investimento nacional que gira, anualmente, só na raça Holandesa, aproximadamente em torno de R$ 15 milhões.
Temos recursos e competência, mas falta-nos organização e posicionamento dos criadores em defesa de seus interesses (ou melhor dos retornos em seus investimentos).