RS: Estância participa de projeto-piloto de controle de leite

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A Estância Costinha, que cria a raça Jersey desde 1960, na Cascata, 5º distrito de Pelotas, é uma das 12 propriedades que participam do projeto-piloto de Controle Leiteiro Oficial, realizado pelo Núcleo de Criadores de Gado Jersey de Pelotas. Estas propriedades estão distribuídas entre os municípios de Pelotas, Capão do Leão, Morro Redondo e Canguçu.

A médica veterinária Helenice Gonzales, filha do produtor Air de Oliveira Gonzales, proprietário da estância, passou a administrar a propriedade em 1995, e acompanha todo o trabalho dos técnicos do núcleo jersey local, que visitam a estância mensalmente para a pesagem da produção de cada animal e recolhimento de amostras de leite. Estas amostras são remetidas ao laboratório da universidade de Passo Fundo para análise de composição e contagem de células somáticas.

Helenice explicou que o controle mensal e regular veio ao encontro da nova proposta da propriedade de direcionar o gado à produção leiteira, anteriormente com características rústicas. A atividade leiteira na propriedade está restrita a uma pequena área, possuindo o total de 30 animais da raça jersey e dez em lactação, dentre os quais nove foram incluídos no controle oficial, iniciado no mês de outubro do ano passado. A média de produção é variável e está entre 16 e 19 quilos por animal ao dia.

Entre as vantagens do controle enumeradas pela veterinária, está a utilização dos dados levantados para a comercialização destes animais, além de determinar oficialmente os índices de produção do rebanho da propriedade, que possui exclusivamente animais puros de origem.

Ela explicou que anteriormente o controle era feito, mas não era rotineiro e nem regrado como o oficial. "Agora eu tenho noção do que realmente as minhas vacas estão produzindo e, ao longo do tempo, se começa a entender como se dá a curva de lactação de cada animal".

Segundo a produtora, às vezes determinados animais parecem ser grandes produtores por terem picos de produção em alguns meses, mas este período é curto. Se comparados com outros, que mantêm produção regular média, este animal acaba sendo improdutivo dentro dos 305 dias de lactação, que se espera de uma vaca, ressaltou. Ela disse que, normalmente, o produtor se atém a valorizar os animais não pelas médias diárias, mas pela produção total.

Fonte: Diário Popular/RS (por Luciara Schneid), adaptado por Equipe MilkPoint
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