Depois de Goiás se tornar o segundo maior produtor de leite do país e do aumento da produção mato-grossense, outro Estado aparece como promessa de bacia leiteira: Rondônia. Nos últimos cinco anos, a produção de leite do Estado dobrou, saindo de 202 milhões de litros em 1995 para 400 milhões em 2000. É o que informa reportagem de Raquel Landim, publicada hoje no Valor Online.
Nada comparado aos 6 bilhões captados no ano passado por Minas Gerais, maior produtor do país. No entanto, "é uma região promissora, pois o Brasil segue avançando para o Centro-Oeste e Rondônia é o prolongamento do Mato Grosso", diz o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Sebastião Teixeira Gomes.
Mais uma vez, a produção de leite migra em busca de redução nos custos com terras, mão-de-obra e grãos. E os laticínios seguem atrás de leite barato. Hoje o produtor de Rondônia recebe em média R$ 0,20 por litro, enquanto em Minas e São Paulo a cotação chega a R$ 0,30. Para o secretário de Agricultura de Rondônia, Miguel de Souza, outra vantagem da região é a pequena entressafra, de três meses.
O Estado possui um rebanho de 1,6 milhão de cabeças de gado leiteiro, 56 laticínios e 37 mil produtores. São pequenas propriedades, captando em média 50 litros de leite por dia, a maior parte divida entre Jaru, Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste.
Tradicionalmente, são produzidos no Estado queijo e leite longa vida. Cerca de 85% do queijo é direcionado a outros estados, principalmente São Paulo. Rondônia é a sede do Laticínio Tradição, que é o maior produtor de mussarela do país. Grandes empresas também estão presentes, como Italac e Parmalat.
Os laticínios do Estado também estudam a possibilidade de investir em leite em pó. Segundo fontes do mercado, a Tradição está montando um projeto. Mas a primeira fábrica a sair do papel será da Companhia Amazonense de Produtos Lácteos.
A empresa construirá um laticínio com capacidade para processar 400 mil litros/dia em Arequeme. Desse total, 200 mil litros serão transformados em leite em pó, 100 mil em queijo e 100 mil em longa vida. As instalações, a cargo da dinamarquesa Niro, custarão R$ 26 milhões. Incentivos do governo não faltam. Além do terreno cedido pela prefeitura, a empresa se inscreveu em um programa estadual, que oferece até 95% de redução no ICMS.
A princípio, toda a produção de leite em pó será destinada a Manaus, onde a Amazonense é líder de mercado. A idéia é substituir as 700 toneladas/mês importadas pela dinamarquesa Arla Foods. Segundo Carneiro, existe a possibilidade de a Arla entrar de sócia no negócio. Mas o empresário também planeja fornecer leite em pó para toda a região amazônica, pois é possível trafegar até Belém (PA) pelos rios Madeira e Amazonas, o que reduz o custo do frete.
(Por Raquel Landim, para Valor Online, 09/03/01)
Rondônia é promessa de nova bacia leiteira
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.
Deixe sua opinião!

CAIO GRILLM
SÃO GABRIEL DO OESTE - MATO GROSSO DO SUL - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS
EM 18/08/2019
boa tarde. estou no ramo de, vaca de leite já temos roço de milho 6799919-5038 caio grillm