Retomada de subsídios pela UE causa reação mundial
A União Européia (UE) decidiu voltar a dar subsídios à exportação de produtos lácteos, podendo abrir confronto com outros produtores agrícolas, incluindo o Mercosul. Bruxelas anunciou que a decisão foi tomada para compensar os produtores da Europa diante da forte queda nos preços dos lácteos no mercado europeu.
Publicado por: MilkPoint
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A UE diz que vai manter os subsídios dentro dos limites autorizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC), e que não se trata da volta da enorme ajuda governamental que provocava excedente de produção, que depois tinha de ser vendida barata no mercado internacional. Para o leite em pó, a UE vai dar subsídios de até 200 euros por tonelada. Para a manteiga, até 500 euros por tonelada, e para o queijo, pode chegar a 220 euros.
Embora insistindo que se trata de medida temporária, Bruxelas causará irritação entre concorrentes. A Nova Zelândia, um dos maiores exportadores mundiais, tinha advertido que a volta de subsídios seria um sinal extremamente negativo quando os países tentam fazer avançar a negociação para liberalizar o comércio global.
Para o Itamaraty, a medida mostra que novas distorções podem surgir no mercado internacional diante da crise. "O caso é emblemático", alertou um diplomata brasileiro. Produtores do Mercosul ainda temem que o leite subsidiado acabe entrando com um preço mais competitivo no mercado da região, diante dos subsídios.
O que mais preocupa é que a UE abandonou compromissos internacionais. Em 2007, a UE decidiu acabar com esses subsídios a exportação e, em 2008, a Comissão Europeia (CE) chegou a sugerir a sua eliminação, mas França e Alemanha se opuseram. Em Bruxelas, diplomatas tentaram amenizar as críticas, garantindo que a medida é temporária, para compensar a queda de 33% nos preços do leite em 2008.
Em Genebra, os países exportadores de produtos agrícolas, conhecidos como Grupo de Cairns, estuda tomar medidas e publicar uma queixa formal. O Brasil, segundo o Itamaraty, deve fazer parte da declaração. Na Organização Mundial do Comércio (OMC), a medida foi vista como sinal negativo. A pedido do Brasil, a entidade quer acompanhar todas as decisões comerciais durante a crise para tentar evitar nova onda de protecionismo. O chanceler Celso Amorim ainda tratará do tema no Fórum Econômico de Davos, na semana que vem.
As informações são dos jornais Valor Econômico e O Estado de São Paulo, adaptadas e resumidas pela Equipe MilkPoint.
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PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 27/01/2009
L. Aguiar

SÃO PAULO - SÃO PAULO
EM 27/01/2009
A única maneira de resolver o problema é votar melhor, principalmente em quem tem a educação como plano de governo. Chega de reclamar, façamos nossa parte! Forte abraço a todos!
CORDISLÂNDIA - MINAS GERAIS
EM 26/01/2009
Minha maior preocupação é de que ao invés de medidas para proteger o primeiro elo da cadeia produtiva que somos nós produtores, o governo decida importar mais lácteos para viabilizar bolsas familias e coisas do Gênero.
LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 25/01/2009
Deveríamos espelhar nesse exemplo e criarmos o nosso sindicato dos produtores rurais de leite; é uma ideia que precisa se colocada em prática, pelo menos teremos a certeza de que tem alguém lutando por nós. Do jeito que está é lamentável, mas é só prejuízo para a nossa categoria. Temos que permitir a oxigenação do setor com o surgimento de novas lideranças, chega de mesmice.

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 25/01/2009
Meu caro Dr. Guilherme nunca veremos no Brasil o governo dar subsidio para produção de alimentos, porque tudo por aqui é focado nas próximas eleições. O fazendeiro brasileiro é marginalizado nesse governo, visto como de direita e inimigo do estado. O que dá voto é bolsa escola, bolsa família, vale gás e mais um punhado de programas ditos sociais. Por aqui não se dá valor ao trabalho, ao investimento e a produção. Se as indústrias e supermercado tivessem um pouco de bom senso, olhariam para o passado e voltariam a fazer como acontecia até a década de oitenta, quando sessenta por cento do custo final do litro de leite ficava com o produtor. Hoje recebemos pouco mais de trinta por cento, se recebêssemos cinqüenta por cento já teríamos grande parte de nossos problemas resolvidos.
Esperar alguma atitude do governo ou por parte do mercado é sonhar demais, vivemos num país que sonha em ser socialista, mas pratica um capitalismo selvagem.

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 24/01/2009

NATIVIDADE - RIO DE JANEIRO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 23/01/2009
Quando lemos um artigo deste, vemos o quanto o produtor da comunidade europeia depende das ações do governo. O que acontece nestes países é que ostentam um padrão de vida que é baseado em papel. O fundo para garantir esse padrão só o governo possui. Quando a barriga dói, vem o governo, dá o remédio e ameniza a dor. Toda a alimentação concentrada é importada. Depois da vaca louca, a proteína deixou de ser animal e concentrou-se na vegetal.
Faço uma pergunta: De onde vem essa proteína? Vem da nossa soja. Que é exportada na forma de farelo tostado a um preço infinitamente inferior ao que o nosso produtor paga. É muito imposto. Nós não precisamos de subsídio, e sim de uma política séria para a produção, com juros baixos e menos impostos. Por que temos que exportar soja ao invés de exportarmos produtos gerados pela sua utilização e consequentemente sua transformação? Vamos transformar soja em óleo, frango, ovo, carne de boi, de porco, etc. Vamos agregar valores e parar de exportar os primários para competir com nós mesmos. País nenhum do mundo nos faz frente se valorizarmos a nossa produção. E deixem que eles subsidiem o que quiserem.
Ssaudações;
Sebastião Poubel
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 23/01/2009
Caso contrário, estaremos sempre a maldizer a realidade dos outros e a lamentar a crise brasileira. Chorar é sempre mais fácil do que agir.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 23/01/2009
Porquê o custo da energia, notadamente dos combustíveis não cai no Brasil, mesmo com o preço internacional do barril de petróleo tendo desabado pela metade? Por que tão pouca gente fala sobre isso?
Por que o Governo brasileiro vende gasolina para a Argentina por menos da metade do preço que pagamos nas bombas aqui no Brasil?
Esse negócio de subsídio ao leite produzido na Europa não seria tão preocupante se nossos produtores tivessem um custo de produção menor (diesel é claro).
Grato,
João Francisco

MACHADO - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 23/01/2009
Abraço,
Dionisio