Algumas marcas ainda tentam manter nas prateleiras a embalagem original, o que o administrador Alberto Martins acha positivo para a natureza. "Prefiro o vidro por causa da reciclagem. Dou preferência à ecologia", diz. O vidro é 100% reciclável, diferentemente do plástico, que nem sempre pode ser reutilizado.
Atrás de um público com menor poder aquisitivo, as indústrias, porém, passam a utilizar copos de plástico, considerados bem mais baratos.
"Vivemos no Brasil a era do custo, todo mundo em busca de redução. Alguns alimentos começam a ser pressionados pela baixa renda do brasileiro e este é o caso do requeijão. A indústria então desenvolveu uma alternativa de embalagem mais barata", justifica o presidente da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), Fábio Mestriner. Em 2004, já houve sinais da queda do consumo do vidro. Pesquisa da Abre mostra diminuição de 1,31% em relação a 2003.
"A indústria da embalagem é de inovação por excelência e sempre busca vantagem competitiva". Como parâmetro do custo da embalagem para o consumidor, Mestriner utiliza a água mineral. Neste caso, a embalagem é o maior componente no preço final do produto.
Junto com a nova embalagem, chegou ao mercado um produto substituto do requeijão: a especialidade láctea com requeijão, produzida com gordura vegetal e amido. A mudança no produto e também na quantidade, a maioria agora tem 200 gramas e não mais 250 gramas, o vice-presidente da Vigor, Vinícius Vieira Ramos, considera mais importante que a troca na embalagem.
Segundo ele, as alterações visam "ampliar as faixas dos consumidores", ou seja, atingir as classes de menor renda. Ramos afirma, porém, que não é o fim do requeijão e nem da embalagem de vidro. "A Danúbio, na qual temos 50% de participação, vai manter a forma tradicional. Tem consumidor que não gosta da troca", considera. Em termos de custo, ele conta que a atual embalagem plástica chega a custar metade do preço da de vidro.
E o aumento do consumo é certo. Na rede de supermercados Carrefour, por exemplo, as vendas da especialidade láctea foram 7% maiores no primeiro semestre deste ano em comparação a 2004. A produção de requeijão no país foi de 30 mil toneladas em 2003. Ainda não há dados da diminuição por causa da especialidade láctea.
Fonte: O Estado de S.Paulo, adaptado por Equipe MilkPoint
Requeijão: empresas inovam para baratear o produto
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