Reduzir oferta do leite não é melhor solução, segundo Silemg
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Ele avaliou que a solução encontrada pelos produtores mineiros, de provocar uma oferta menor, poderá resolver o problema de imediato, mas não é a melhor alternativa para a questão. Em sua avaliação, deveria haver uma ação conjunta entre produtores e indústria, visando a uma alta efetiva do consumo de leite. "Nós estamos todos no mesmo barco, enfrentando um problema que é cíclico. Baixar a produção só serve para remediar a queda dos preços. Elaborar um plano de marketing para o leite, mostrando a importância do produto na alimentação e tentando mudar o hábito de consumo das pessoas seria mais eficaz".
Ele reafirmou, entretanto, que, com o nível de produção leiteira atual, o preço pago aos produtores deverá permanecer nos mesmos patamares. "Infelizmente não há mercado". Quando a produção cresce, a única maneira que a indústria tem para vender o produto é diminuir o preço final no mercado, tentando atrair novos consumidores. "Atualmente, com juros elevados, é inviável manter estoques. Então, o reflexo aparece na queda das margens de lucro nas indústrias e nos rendimentos do produtor", complementou.
Poder aquisitivo
O economista do Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG), Arthur Emílio Reginaldo, acrescentou que a queda do poder aquisitivo da população é determinante para que não haja margens para altas de preços ao consumidor.
Segundo ele, quando a indústria tenta praticar preços mais elevados aos consumidores, acaba sendo obrigada a retomar a valores anteriores porque a procura cai.
Em setembro, por exemplo, houve alta de 2,42% no preço do leite em relação a agosto, mas, em outubro, o preço já ficou praticamente estável (+0,04%) e a tendência é fechar novembro em queda. Isso porque, na segunda quadrissemana, houve retração de 0,46% e, na terceira, de 0,28%. "Hoje, em termos comerciais, ninguém quer estocar e quem sofre com isso é o produtor, que não consegue que as cooperativas paguem mais pelo leite, pois não há como repassar para os preços ao consumidor".
Fonte: Hoje em Dia/MG (por Luciana Resende), adaptado por Equipe MilkPoint
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OUTRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 29/11/2003
Penso que a solução para minorar este problema de todos os anos, é tentar negociar com as indústrias um preço pré- calculado para a chamada média ou cota.
Qualquer outra solução, como por exemplo, a utópica "diminuição da oferta", seria inviável. A garantia de um preço mínimo, na época das águas, da cota conseguida, permitirá ao produtor um planejamento melhor para sua atividade.
Um abraço,

MAJOR ISIDORO - ALAGOAS - EMPRESÁRIO
EM 29/11/2003

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 29/11/2003
Então, como é que não da para estocar? Gostaria de esclarecimentos dos autores. Desde já muito obrigado.

OUTRO - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO
EM 28/11/2003
Será que daria para diminuir 50% os preços dos lácteos neste momento, para tentar aumentar o consumo e absorver os 25% de crescimento da produção, conforme dito?
Estas pequenas diferenças promovidas nos preços dos produtos só servem de argumentos para despencar o preço do produtor. Esta é que é a verdade.
Mas concordo plenamente com medidas inteligentes e ações de marketing capazes de alavancar vendas e aumentar o consumo dos lácteos. Mas é preciso dizer que elas só acontecerão a médio/longo prazo, como sabemos muito bem disto, não é ?
Gostaria de saber quais as medidas necessárias para este momento crítico de hoje...