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Proteína alterada do leite "potencialmente adequada" para ser veículo de drogas para HIV

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 17/11/2014

2 MIN DE LEITURA

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Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um processo que afirmam que poderia levar ao desenvolvimento de uma fórmula infantil à base de leite contendo drogas anti-retrovirais para tratar e prevenir HIV em bebês.

Ao submeter o leite à homogeneização à ultra-alta pressão (UHPH), os pesquisadores da Penn State University e da Universidade do Tennessee aumentaram a capacidade das micelas de caseína, uma proteína encontrada no leite de vaca, de se ligar com a droga anti-retroviral, Ritonavir.

Através dessa pesquisa, publicada no Journal of Pharmaceutical Research, a equipe dos Estados Unidos descobriu que, durante a homogeneização, a Ritonavir interagia com as proteínas do leite, especialmente micelas de caseína, “independentemente da pressão do processamento”. Porém, quando o leite foi homogeneizado a 300 MPa e 500 Mpa – o leite normal é processado a 10 a 15 MPa – o Ritonavir “se integrou à matriz da proteína”. “O leite em pó desnatado, especialmente, as micelas de caseína, são potencialmente sistemas veiculares adequados e eficientes para desenvolver inovadoras formulações em pó à base de leite e baixo etanol de Ritonavir apropriadas para aplicações pediátricas”, concluiu o estudo.

A maioria das drogas anti-retrovirais usadas para tratar HIV e AIDS, incluindo Ritonavir, não são bem toleradas por bebês, de acordo com o professor associado de ciência dos alimentos da Penn State, Federico Harte. “A Ritonavir tem alta hidrofobicidade e baixa solubilidade em água, o que leva à baixa taxa de dissolução no fluido gastrointestinal e, dessa forma, à biodisponibilidade insuficiente. A fórmula líquida usada para tratar os bebês de mais de um mês de idade contém 43% de etanol e tem um sabor ruim que foi descrito como amargo-metálico, ácido, adstringente e que causa queimação”.

As descobertas de sua equipe de pesquisa, entretanto, podem levar ao desenvolvimento de uma fórmula à base de leite que resolva o problema da solubilidade e os problemas de administração. “Como resultado dessa maior ligação das moléculas, acreditamos que o leite em pó contendo Ritonavir pode ser usado como fórmula para bebês, fornecendo um sistema de transporte para uma droga que não é muito solúvel em água”, disse Harte.

Harte e sua equipe estão promovendo suas descobertas e estão nos “estágios finais” de um experimento em que diferentes formulações são dadas a leitões. “A esperança é que – e ainda não temos dados – a gente consiga descobrir que o Ritonavir está sendo adequadamente distribuído pela proteína do leite. Então, se funcionar, eu acho que estamos muito perto de ter uma formulação que pode ser usada com drogas hidrofóbicas”.

A reportagem é do Dairy Reporter.

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