ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

MG: projeto recupera pastagens

As ações desenvolvidas pelo projeto ABC Cerrado têm contribuído para o avanço sustentável da pecuária de leite e de corte em Minas Gerais, incluindo a recuperação de cerca de 15 mil hectares de pastagens degradadas.
 
O projeto, que foi iniciado em 2016, tem como objetivo levar para o produtor tecnologias que visam à mitigação dos gases emitidos pela atividade e que provocam o efeito estufa. Junto ao projeto, também são desenvolvidas ações que têm como objetivo a conservação da água e do solo nas propriedades. Desde que foram iniciados os trabalhos, já foram capacitados 715 produtores. Os resultados são positivos e incluem o melhor gerenciamento da atividade, a recuperação de áreas degradadas, o aumento da produção e da renda do produtor rural.
 
De acordo com o analista técnico de formação profissional rural do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Minas Gerais (Senar Minas) e coordenador do ABC Cerrado em Minas Gerais, Caio Sérgio Santos de Oliveira, o projeto é desenvolvido em parceria com várias entidades. O projeto é do Banco Mundial, que entra com o aporte financeiro, e conta com os trabalhos de pesquisas e tecnologias geradas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o monitoramento e coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a execução no campo que fica por conta do Senar.
 
Oliveira contou que o programa é uma iniciativa para estimular a agricultura de baixo carbono. O projeto trabalha com tecnologias que visam à mitigação dos gases de efeito estufa e, em paralelo, desenvolve ações de conservação de água e do solo dentro das propriedades rurais.
 
No momento, o projeto está designado para atender produtores da cadeia da pecuária de leite e de corte. Em Minas Gerais, são atendidos pecuaristas de todos os portes, predominando os de pequeno em função do maior número de propriedades leiteiras presentes no Estado.
 
“Nosso objetivo é trabalhar com tecnologias que minimizam os impactos da pecuária. O programa foi iniciado, em Minas Gerais, em 2016 e contempla a capacitação profissional dos produtores”, explicou Oliveira.
 
A capacitação tecnologia acontece em quatro áreas: recuperação de pastagens degradadas, sistema de plantio direto, Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) e floresta plantada.
 
De acordo com Oliveira, em Minas Gerais, devido às características do Estado, os trabalhos estão mais focados na capacitação para a recuperação de áreas degradadas. Parte dos produtores que participam do projeto, além de receber a capacitação, também tem acesso à assistência técnica, o que é decidido por meio de sorteio.
 
“Decidimos trabalhar com maior ênfase a recuperação das pastagens, baseados no estudo do Instituto Antonio Ernesto de Salvo (Inaes), que apontou que Minas Gerais tem mais de 90% das áreas de pastagem com algum estagio de degradação. Não adianta falar de plantio direto, ILPF ou outro tema se a terra e a área estão degradadas. Mobilizamos e trabalhamos forte na recuperação das pastagens, abordando não só a recuperação das áreas, mas práticas de conservação de água e solo dentro da propriedade”.
 
Os resultados obtidos têm sido positivos e vem contribuindo para o avanço sustentável da pecuária de leite e de corte no Estado. Hoje o projeto é desenvolvido em 295 propriedades e conta com 13 técnicos de campos e dois supervisores.
 
Restauração somou 15 mil hectares
 
No Estado, as ações já recuperaram cerca de 15 mil hectares de pastagens degradadas, sendo a média de hectares recuperados por propriedade assistida em torno de 47 hectares. Com orientações e maior segurança para tomar decisões, os produtores têm investido, em média, cerca de R$ 1.127 por hectare.
 
Segundo o analista técnico de formação profissional rural do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Minas Gerais (Senar Minas) e coordenador do ABC Cerrado em Minas Gerais, Caio Sérgio Santos de Oliveira, o retorno para o produtor que participa das capacitações e da assistência técnica é muito positivo. Além de recuperar as áreas degradadas, são observados avanços importantes na gestão das propriedades – que é um dos maiores gargalos da atividade - na produtividade, na geração de renda para os produtores rurais, nos índices de reprodução do rebanho e nas formas de trabalhar.
 
“Tudo isso é fundamental para a pecuária ser sustentável, rentável e lucrativa, o que favorece a permanência na atividade e estimula a participação dos jovens. Hoje, ao participar do programa, o produtor tem acesso a uma gama de informações, conseguindo otimizar os recursos e empregá-los de forma correta. Então, essa é a grande importância do projeto”, complrtou.
 
Do início do projeto, em 2016, até a primeira semana de agosto, 74 turmas de produtores já haviam passado por capacitações. Em 2018, já passaram pelo processo 11 turmas e mais 24 deverão ser realizadas até dezembro. As capacitações, que têm duração total de 56 horas, estão focadas na recuperação de pastagens. Cada turma é formada por 20 a 25 produtores rurais e são definidas conforme demanda levantada pelos sindicatos rurais e repassada ao Senar Minas.
 
As informações são do jornal Diário do Comércio.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.