O Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), registrou alta de 0,27% em agosto, depois de cair 1,01% no mês anterior.
Os preços dos alimentos, os que mais pressionaram o índice no início do ano, continuaram em trajetória de queda, mas o ritmo da retração, de 0,70%, foi menor que o de julho (-0,92%). Isso reflete, segundo a Assessoria Econômica da Fecomercio, um sinal de ajuste que deve levar à estabilidade dos preços nos próximos meses.
Há expectativa de pequena alta apenas nos produtos ligados à safra agrícola, como carnes, derivados de leite e frutas e hortaliças.
Para setembro e outubro, também se espera algum repasse pontual dos aumentos nas tarifas públicas (energia, telefone e combustível). Mas a expectativa é de que esses reajustes não tenham efeito imediato sobre os preços do varejo. Se houver esse repasse, deverá chegar ao consumidor de forma diluída, já que atualmente não há demanda para sustentar aumentos expressivos.
A retração da demanda foi justamente um dos principais fatores que contribuíram para a variação negativa de 0,56% no grupo de semiduráveis (produtos como vestuário e calçados), forçando uma antecipação das liquidações no segmento. Até mesmo no grupo de produtos não-duráveis, que inclui alimentos e remédios, há queda nas vendas, após um período em que o segmento se diferenciou dos demais com alguma recuperação de vendas e preços.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Produtos ligados à safra agrícola devem ter alta em SP
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