Produtores do Paraná querem a retomada da Batávia por antigos proprietários

Publicado por: MilkPoint

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Preocupados com a crise da Parmalat, os produtores de leite da região de Carambeí, PR, responsáveis pela ordenha de 450 mil litros de leite por dia, torcem para que as cooperativas da região retomem a Batávia.

A Parmalat comprou, em abril de 1998, 51% das ações da indústria, estruturada nos últimos 50 anos por imigrantes holandeses de Carambeí e Castro. Tanto a empresa italiana quanto as cooperativas Batavo e Castrolanda negam discutir o assunto, mas não descartam o negócio.

A discussão sobre a retomada da empresa mostra a insegurança dos produtores com relação ao preço do leite, que caiu de R$ 0,50 para R$ 0,45 nos últimos três meses. Quem vende diretamente para a Parmalat, como o produtor Altair Rosa, espera garantia de que a região não será afetada pela crise da empresa para continuar investindo no setor.

O empresário planejava comprar tanque de resfriamento e construir um barracão para ampliar a produção de 100 para 600 litros de leite ao dia. "Vou esperar. Se as cooperativas comprarem a Batávia, concluo o negócio".

Mesmo quem entrega a produção para o pool do leite, formado pelas cooperativas Batavo (Carambeí), Castrolanda (Castro) e Capal (Arapoti), que negocia com diversos fornecedores, espera que a retomada da Batávia esteja sendo cogitada. "É o melhor que poderia acontecer", afirmou o produtor Olivan Lourenço, que vende 1.300 litros de leite por dia. "Há 15 anos, recebia das cooperativas praticamente o mesmo preço que os supermercados praticavam. O lucro das cooperativas vinha dos derivados do leite. Hoje, recebemos metade do valor pago pelo consumidor e enfrentamos aumento no custo de produção", comparou.

A assessoria de imprensa da Parmalat informou ontem que não há negociação a respeito da Batávia S.A. Até o ano passado, a empresa era considerada a 12a indústria de laticínios do Brasil pelas associações de produtores, mas a recepção anual de leite caiu de 272 milhões para 165 milhões de litros entre 2000 e 2002.

As cooperativas informaram que adotarão a política do silêncio com relação à crise da Parmalat a partir de agora e que não pretendem comentar possíveis mudanças na Batávia. Elas mantêm sigilo sobre o valor que a Parmalat pagou pelos 51% das ações da Batávia em 1998, bem como sobre o valor atual do patrimônio da empresa.

O presidente da Batavo, Franke Dijkstra, afirmou que nenhuma reunião foi feita para discutir a compra da Parmalat. Segundo os assessores de imprensa, o assunto circula apenas pelos corredores das cooperativas regionais.

Fonte: Gazeta do Povo/PR (por José Rocher), adaptado por Equipe MilkPoint
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Fernando Affonso Ferreira
FERNANDO AFFONSO FERREIRA

ITABUNA - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/01/2004

É verdade.

Caso em Outubro ou Novembro de 2003 me perguntassem sobre a Parmalat, não poderia falar nada de ruim em relação a pagamentos.

Algumas das nossas cooperativas do Brasil, que entregavam a produção a empresa Italiana, juravam que era muito mais seguro que entregar às indústrias cooperativas da região.

Conclusão: Se não valorizarmos nossas indústrias cooperativas, não vamos a lugar nenhum.
Enquanto uma multinacional "dá o cano", a outra diminui o preço.

Salve o cooperativismo.
Qual a sua dúvida hoje?