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Produtores de leite do México exigem participar de revisão do NAFTA

Os produtores de leite do México estão exigindo do governo federal que sejam considerados para a revisão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), indicando que o setor leiteiro é fundamental para a economia. O presidente da Frente Nacional de Produtores e Consumidores de Leite, Álvaro González Muñoz, disse que os pequenos produtores de leite exigem ser parte ativa da iminente renegociação do tratado, "não fomos convidados para a divisão de lucros que o NAFTA tem gerado a empresários do setor".

"Tivemos que aguentar calados as perdas econômicas milionárias, porque as importações de leite em pó e derivados lácteos, uma razão de 200 mil toneladas anuais em média, multiplicadas por 23 anos, deslocaram mais de 300 mil unidades produtoras de alimentos e 500 mil empregos diretos e indiretos. Nós, os produtores do setor agropecuário, fazemos um chamado e uma convocação ao Presidente da República e aos titulares das dependências do próprio setor, a avaliar e lembrar que nosso país continua na mesma rota que se arrasta há 25 anos, de preferir a importação de alimentos, no lugar de promover a produção nacional".

González Muñoz acusou as grandes lojas de departamento de importar produtos que não são leite. “Esses produtos contêm maior quantidade de soro e são enriquecidos com vitaminas, minerais e proteínas, mas é errado apresentá-los ao mercado como produtos lácteos. Eles representam um risco à saúde dos consumidores, pois somente reidratam o leite em pó e acrescentam ‘nutrientes’”. Ele disse que é essencial incluir organizações de produtores e consumidores para defender os seus interesses e os interesses do país na tomada de decisões sobre o futuro das relações comerciais com a América do Norte.

"Nós não queremos continuar a ser uma moeda de troca nas negociações comerciais com o exterior. A única coisa que pedimos ao governo e às agências federais envolvidas nas negociações comerciais, como Sagarpa, Economia e Relações Exteriores, bem como organizações privadas no setor agrícola, é não omitir a parte de organizações do setor social, como em 1994, porque já nos cansamos de receber subornos em subsídios decrescentes". Ele lamentou que as negociações comerciais do país estejam apenas nas mãos do Ministério da Economia, Relações Exteriores, Agricultura, bem como, de assessores e líderes empresariais no setor agrícola.

As informações são do Informador.mx, traduzidas e resumidas pela Equipe MilkPoint.
 

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