O aumento da oferta ocorre em paralelo à maior demanda por derivados lácteos, como muçarela, burrata e iogurtes. Para os criadores, o movimento tem ampliado o espaço do leite de búfala no mercado e estimulado a entrada de novos produtores, principalmente em propriedades de menor escala.
De acordo com a presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) e vice-presidente da ABCB, Desireé Möller, a atividade ainda apresenta margem de crescimento no Rio Grande do Sul. “No Estado, a produção ainda é concentrada. Atualmente, o Laticínio Kronhardt, localizado em Glorinha, é um dos principais responsáveis pela fabricação de queijos de búfala, operando sob o Selo de Pureza, certificação da ABCB que garante produtos elaborados exclusivamente com leite bubalino”, afirma.
A expansão também alcança iniciativas de produção artesanal. Em Passo do Sobrado (RS), por exemplo, produtores têm investido na fabricação de queijos, agregando valor à matéria-prima. Segundo Desireé, o mercado combina demanda crescente e rentabilidade. “Outro diferencial do leite de búfala é sua composição. Classificado como A2A2, o produto apresenta maior facilidade de digestão e menor potencial inflamatório quando comparado ao leite de vaca”, diz.
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As informações são da ABCB, adaptadas pela Equipe MilkPoint.