Preços do leite sobem, mas relações de troca pioram
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Mas este fato não significa que as condições estejam favoráveis aos produtores, avisou engenheiro agrônomo Maurício Palma Nogueira, da Scot Consultoria. Ele citou outro entendido no assunto, o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, para quem, nos últimos 12 meses, os principais índices de inflação indicaram uma evolução na faixa de 27% a 33,5%. "Tivemos índices menores, com resultados de 14% a 26%, conforme a metodologia. Mas vaca não come índices, que são médias de preços, vaca come ração cujos preços, esses sim, explodiram", afirmou Rubez.
Não é novidade, mas os insumos e, conseqüentemente, os custos de produção, estão subindo de maneira mais acentuada que os preços do leite. É difícil encontrar empresas com custos de produção abaixo dos 50 centavos por litro de leite.
Segundo cálculos de Nogueira, o produtor de leite precisa hoje de 35% a mais de leite para comprar um litro de diesel do que precisou cinco anos atrás.
Com relação aos componentes da ração, a perda de poder de barganha do leite só parou de cair quando os preços do milho começaram a desabar neste ano.
Por isso, o produtor de leite vê a agricultura batendo à sua porta demandando terra para arrendar e oferecendo entre R$ 200,00 e R$ 600,00, livre de todos os riscos.
Segundo Nogueira, o desaquecimento da atividade leiteira não é só causado pela crise, mas também pela oportunidade de fazer o patrimônio render mais do que com a produção de leite.
Fonte: Folha de Londrina, adaptado por Equipe MilkPoint
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