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PR: Região Oeste se destaca na produção de leite

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 02/06/2005

2 MIN DE LEITURA

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A pecuária leiteira do Paraná vem conquistando a cada ano uma posição de destaque no cenário nacional, em razão do crescimento do setor. Muitos municípios paranaenses estão se tornando referência na produção do leite. É o caso de Toledo, no oeste do Paraná. A bacia leiteira local cresceu 45,6% entre 1994 e 2003 e já ocupa a segunda posição no estado em produtividade.

O Paraná é o quarto produtor nacional de leite in natura e resfriado, perdendo apenas para Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. O último dado oficial sobre a produção no estado é de 2003, quando foram produzidos 2,55 bilhões de litros de leite. De acordo com o médico veterinário Ângelo Ronaldo Silva, do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção paranaense vem numa ascendente nos últimos cinco anos. Ele disse que essa tendência vai permanecer este ano.
De acordo com o Deral, o oeste e o sudoeste são as regiões que apresentam o maior crescimento na atividade. A bacia leiteira do oeste já é a maior do Paraná em volume de produção, mas perde em produtividade para a de Ponta Grossa, a mais tradicional do estado. Destaque na pecuária leiteira da região oeste, Toledo detém um dos maiores PIBs agropecuários do Brasil, com destaque para as produções de frangos, suínos e grãos.

Entre 1994 e 2003, a produção da bacia leiteira local saltou de 219 milhões para 319 milhões de litros por ano. A produtividade cresceu ainda mais, alcançando o índice de 69,12% e passando de 1.710 para 2.892 litros/vaca/ano. Em Toledo, a atividade é tocada, em sua maioria, por pequenos produtores rurais. A Emater estima que há cerca de mil agricultores na atividade.

Gelson Hein, da Emater de Toledo, explicou que o crescimento da pecuária leiteira se deve a fatores como investimentos na melhoria da qualidade genética dos animais, introdução de novas técnicas de manejo sanitário, alimentação e modernização da atividade. Outro fator citado por ele é a cultura existente entre os pequenos agricultores, de diversificar a atividade agrícola.
Toda a produção é absorvida pelos laticínios, principalmente das cooperativas da região, onde é transformada em leite pasteurizado, longa vida ou derivados lácteos.

Modelo

O produtor rural Bruno Scherer, morador no distrito de Dois Irmãos, interior de Toledo, é o retrato dessa evolução. O leite é a principal fonte de renda da propriedade rural, que tem 32 hectares. Desse total, nove hectares são destinados à pecuária leiteira. Scherer tem um rebanho de 39 vacas, sendo que 34 produzem leite.

Cada vaca produz, em média, 20 litros/dia, volume bem acima da média regional, que é de nove litros/dia. A meta dele é atingir os 30 litros/dia por animal. Para isso, o agricultor não pára de investir. "A gente tem de buscar um diferencial para diminuir o custo de produção e aumentar o lucro", comentou, referindo-se às novas técnicas de manejo sanitário e de alimentação que vem adotando a cada ano em sua propriedade. Nos últimos quatro anos, o agricultor quase dobrou a produção de leite.

Scherer reconhece, porém, que tem muito a avançar. "Por isso, procuro estar ligado nas novidades da pecuária leiteira em seminários, cursos e dia de campo", revelou, contando que outro segredo de sucesso da propriedade é a seleção correta de animais na hora da inseminação artificial.

Fonte: Gazeta do Povo/PR (por Miguel Portela), adaptado por Equipe MilkPoint

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