PR: Amaporã decreta situação de emergência

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A Prefeitura de Amaporã (PR) decretou situação de emergência por conta dos prejuízos financeiros que os criadores de gado e produtores de leite estão tendo com a suspeita de febre aftosa no município. Junto com outras 31 cidades paranaenses, Amaporã foi considerada área de risco sanitário pelo Mapa. O decreto foi publicado, oficialmente, na terça-feira.

A prefeita de Amaporã, Terezinha Fumiko Yamakawa (PPS), espera que com a decretação de emergência o município tenha mais facilidade de pleitear recursos junto aos governos estadual e federal para ressarcir, de alguma forma, os prejuízos econômico-financeiros. Ela entende que a crise no campo afeta não só a pecuária, mas toda a economia local. Hoje, a prefeitura deve encaminhar um ofício à Defesa Civil, informando sobre o decreto.

Terezinha afirmou que, não há como dimensionar, em valores, os prejuízos, mas a base econômica do município que tem cerca de 5 mil habitantes é a pecuária. Além da produção de leite, que está sendo em parte descartada, os criadores de gado de corte e de elite não estão podendo entregar animais e material de reprodução já negociados. ''Enquanto não sai o resultado dos exames, é uma incerteza'', acrescentou.

Ainda de acordo com Terezinha, os produtores de leite não têm como vender o produto, pois o município não dispõe de estrutura para pasteurização. O único laticínio de Amaporã, segundo ela, está fechado.

O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Orlando Pessuti, destacou que a Instrução Normativa nº 34, publicada pelo Mapa, abre brecha para o trânsito de animais, leite e derivados entre os municípios que estão na área de risco sanitário, desde que passem por processos que permitam a inativação do vírus. Ele assegurou que os produtores de Amaporã podem, por exemplo, usar laticínios de Paranavaí para pasteurizar o leite e, assim, vendê-lo para outros municípios.

Pessuti espera receber, hoje, os laudos preliminares dos exames feitos no material colhido do animal sacrificado em Maringá. Extra-oficialmente, o secretário soube que resultados parciais indicaram que não havia lesões provocadas pelo vírus da febre aftosa.

Fonte: Folha de Londrina (por Andréa Lombardo), adaptado por Equipe MilkPoint
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