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Mapa: plano de qualificação do fornecedor deve ter envolvimento de toda a cadeia leiteira

"Para que o setor leiteiro seja realmente competitivo é preciso que o objetivo de fortalecer a cadeia leiteira seja de todos os integrantes: governo, setor privado, produtores, fornecedores de insumos e clientes”. A afirmação é do auditor e membro da Comissão de Boas Práticas e Bem-Estar Animal do Ministério da Agricultura (Mapa), Bruno Leite. Ele esteve na Embrapa Gado de Leite para detalhar o Plano de Qualificação do Fornecedor de Leite (PQFL), que integra a Instrução Normativa nº 77 (IN 77), em vigor desde o início do mês passado. Para nortear as indústrias na confecção de seus planos, o Mapa lançou um guia orientador, disponível gratuitamente no site do Ministério. 
 
  • Para baixar o guia, clique aqui;
  • Para ler a apresentação de Bruno Leite. acesse aqui.
A normativa estabelece que os laticínios devem manter um programa de autocontrole da qualidade da matéria-prima, o leite, para que preserve as condições higiênico-sanitárias adequadas. Para isto, necessitam estabelecer um plano de qualificação de produtores rurais, contemplando assistência técnica e gerencial, bem como a capacitação com foco em gestão da propriedade e implementação das boas práticas agropecuárias.
 
Após a apresentação do auditor, foi realizada uma reunião com as equipes do Laboratório de Qualidade do Leite (LQL), do ensino a distância EAD Leite e do núcleo temático de pesquisa em Saúde Animal e Qualidade do Leite, visando iniciar as discussões para a elaboração do modelo de curso que o laboratório da Embrapa irá oferecer, já que os técnicos dos laticínios devem ser capacitados pela Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL), conforme prevê a IN 77.
 
Segundo gestor do Núcleo Temático Saúde Animal e Qualidade do Leite, Alessandro de Sá, a associação de cursos teóricos a distância e cursos práticos presenciais é um caminho que está em discussão para se configurar como base do plano de capacitação do LQL. “Temos conhecimento, massa crítica, infraestrutura e espaço nos campos experimentais para elaborar um bom programa de treinamento,” afirmou. O coordenador geral de produção animal do Mapa, André Brugnara, que também participou da reunião e afirmou que o engajamento da Embrapa neste processo é fundamental. “O conteúdo da capacitação que os 10 laboratórios da RBQL vão oferecer aos técnicos de laticínio deve ser padronizado. Essa é uma questão importante. Cada laboratório não deverá ter um plano diferente do outro”, pontuou.
 
Para Sá, a fidelização entre produtores e laboratórios e entre laticínios e produtores deverá ser uma consequência natural, o que facilitará o processo, já que caberá a cada laticínio ou laboratório convidar seus clientes e fornecedores para estreitar a parceria. Tudo isto tem como objetivo alinhar e aproximar produtores de leite e indústria, de forma que atuem em conjunto para a obtenção de produtos cada vez melhores em qualidade e segurança alimentar. “Laticínio e produtor de leite devem trabalhar alinhados e em sintonia. Não há avanço se cada um caminhar em sentido oposto”, observou Bruno Leite.
 
Bruno Leite destaca que as INs 76 e 77 são um avanço em relação as legislações anteriores e ao Plano Mais Leite Saudável, que o Mapa estabeleceu em 2015 e alcançou 2023 municípios de norte a sul do país. Ele acrescenta que é a Superintendência Federal de Agricultura (SFA/Mapa) que fará o acompanhamento da execução dos planos de qualificação de fornecedores de leite, ou seja, produtores rurais, por meio de auditorias in loco: “É com base nas experiências anteriores, seus erros e acertos, que conseguiremos avançar. O PQFL é, certamente, um aperfeiçoamento”, salientou.
 
A IN 76 refere-se à aprovação de regulamentos técnicos que fixam a identidade e as características de qualidade que devem apresentar o leite cru refrigerado, o leite pasteurizado e o leite tipo A. A IN 77 traz os critérios e os procedimentos para produção, acondicionamento, conservação, transporte, seleção e recepção do leite cru, incluindo a organização da propriedade, suas instalações e equipamentos, a capacitação de funcionários e o controle sanitário sistemático.
 
As informações são da Embrapa, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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