“Essa é uma medida legal e necessária para reorganizar a cooperativa em um momento desafiador. Conseguiremos criar condições mais seguras para renegociar dívidas, obtendo ampliação nos prazos, redução nas taxas de juros, descontos para poder reequilibrar a operação”, diz, em nota, Jorge Dinnebier, que presidia a cooperativa e foi nomeado seu liquidante.
Com a decisão, o conselho de administração foi dissolvido, dando lugar a um Conselho Fiscal, que trabalhará em conjunto com o liquidante, que deve prestar contas aos associados a cada dois meses. E a expressão “em liquidação” passa a integrar a razão social da Piá.
A cooperativa tem 20.066 associados e uma planta com capacidade para processar um milhão de litros por dia. Nas atuais condições, está bem abaixo desse volume. Em dificuldades financeiras, a cooperativa tem entre 35% e 40% das dívidas com o Banrisul, Sicredi e com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Outros 20% são taxas e impostos e o restante com demais credores.
A liquidação tem um efeito semelhante ao de uma recuperação extrajudicial em empresas que não integram o sistema cooperativista. Prevista em lei, permite suspender ações judiciais, dando fôlego para se buscar a recuperação da cooperativa, mantendo suas operações em funcionamento.
Jorge Dinnebier destacou que a intenção, posteriormente, é encontrar um parceiro que aporte capital na cooperativa, permitindo que a Piá se recupere não só financeiramente, como também volte a aumentar a produção. Ele revelou ainda já ter dez propostas na mesa. E que as ofertas têm diferentes modelos de negócio para avaliação. O pressuposto comum, explica, é que todos devem considerar uma movimentação mínima de 200 mil litros de leite por dia.
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As informações são do Globo Rural, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.