Para manter a posição de grande exportador de leite e continuar em crescimento na atividade, o Estado de Goiás precisa simplificar o manejo e produzir a pasto em escalas cada vez maiores, segundo a opinião do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Leovegildo Lopes de Matos. Ele afirma que é preciso saber como manejar pastagens de gramíneas tropicais, buscando sempre a simplificação desse processo.
Leovegildo Lopes explica que é preciso usar alguns recursos, como a irrigação de pastagens no período seco e a produção de cana, mas sem perder de vista o baixo custo de produção. Os principais gastos com a atividade leiteira, que merecem atenção redobrada do produtor, são o concentrado e outros insumos que vêm da cidade, tais como medicamentos e defensivos.
É possível manter uma produção diária de 12 quilos a 13 quilos de leite com o capim elefante, o tifton ou o braquiarão bem adubado e manejado sem usar concentrado no período das águas, afirma Leovegildo Lopes, bastando, para isso, colocar o gado para colher essas gramíneas quando elas tiverem menos de 30 dias de rebrota. No período seco, a alimentação a pasto pode ser complementada com cana, uréia e sulfato de amônia. Segundo Lopes, desde que os animais consumam entre 25 quilos a 28 quilos dessa mistura, mais 2 quilos de concentrado, a produção é mantida.
fonte: O Popular/GO, adaptado por Equipe MilkPoint
Pesquisador da Embrapa defende produção a pasto
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