Uma elevação na produção de lácteos equivalente a R$ 1 milhão pode gerar 195,82 empregos permanentes, por um período de doze meses. Esta é uma das afirmações da pesquisa realizada por Paulo do Carmo Martins, doutorando em Economia Aplicada na Esalq/USP, e Joaquim José Martins Guilhoto, Phd em Economia e professor da Esalq/USP, sobre geração de empregos e renda no sistema agroindustrial do leite no Brasil.
De acordo com dados do IBGE citados pelos pesquisadores, o sistema agroindustrial do leite faturou R$ 17,34 bilhões em 1996. Deste montante, 53,98% foi consumido pelas famílias, na forma fluida e de derivados. O restante foi utilizado como insumo por outros setores. Martins e Guilhoto chamam a atenção para a importância do setor e sua vinculação com o restante da economia. De acordo com os pesquisadores, a cada R$ 1,00 de aumento na produção da indústria láctea há um acréscimo de R$ 4,98 na produção de toda a economia, o que a coloca à frente de setores importantes como siderurgia e indústria têxtil.
Martins e Guilhoto afirmam que é possível criar novos postos de trabalho por valores relativamente reduzidos. Na opinião dos pesquisadores, o governo deve considerar o setor lácteo como prioritário nas políticas públicas para aumento de emprego e renda, devido ao fato da atividade reter um número significativo de trabalhadores na produção primária, com baixa educação formal e de difícil inserção em novas atividades urbano-industriais.
fonte: Boletim do Leite/Cepea, adaptado por Equipe MilkPoint
Pesquisa destaca a importância do setor lácteo na geração de empregos
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