Parmalat terá que trocar embalagem de iogurte

Publicado por: MilkPoint

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Desde o início da semana, a unidade da Parmalat em Garanhus (PE) está proibida de utilizar a embalagem da Batávia para os iorgutes com polpa de frutas. Embora o produto tenha o nome da multinacional italiana, a embalagem faz referência à unidade da Batávia em Carambeí (PR), na região dos Campos Gerais. A proibição foi conseguida pela assessoria jurídica da cooperativa paranaense através de uma liminar judicial, expedida pelo juiz da Primeira Vara Civil de Garanhus, Rinaldo Adilson de Souza, concedida na semana passada. A Parmalat poderá continuar a produção dos iogurtes com o mesmo nome, mas terá que modificar a embalagem.

Há cerca de 15 dias, as duas empresas vinham fabricando os mesmos produtos com as mesmas embalagens. Segundo o advogado da Batávia, Marcelo Bertoldi, a situação estava causando confusão no mercado, além de uma concorrência de preços. O comprador via dois representantes de duas empresas vendendo o mesmo produto e ainda com preços diferenciados, disse. A empresa de Garanhus vinha aproveitando as embalagens do iogurte mesmo depois da Parmalat ter sido excluída da sociedade com a Batávia, em fevereiro. Desde a cisão, a multinacional italiana tem concentrado suas forças em Garanhus, que iniciou a operação no início de julho.

A reportagem não conseguiu contato com a Parmalat, mas segundo Bertoldi, é provável que a empresa recorra da decisão. O advogado também não soube informar qual o volume de produção do iogurte da empresa pernambucana, mas estima que seja bem menor que o da Batávia. Por dia, a unidade em Carambeí é capaz de produzir 108 mil bandejas do produto.

Essa é a segunda ação que a Batávia impetra contra a Parmalat desde a quebra da sociedade. No final de junho, a Batávia conseguiu utilizar os maquinários e o nome Parmalat nos produtos por mais dez anos. Pelo menos 20% dos maquinários da Batávia ainda pertencem à Parmalat. A mesma ação estabeleceu que a cada três meses a Batávia deverá pagar royalties à multinacional pelo uso do nome. A Batávia mantém o nome nos iogurtes de polpa de fruta, bebidas fermentadas e algumas sobremesas.

A exclusão da Parmalat na sociedade foi concedida pela Justiça na mesma época em que a empresa italiana anunciou o pedido de falência. Até fevereiro, a Parmalat mantinha 51% das ações da Batávia. Depois da cisão, essas ações foram repassadas à Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda (CCLPL), que já possuía 46%.

Os reflexos trazidos à fase pós Parmalat são positivos, na visão do advogado da empresa, José Shell Júnior. No primeiro semestre, o faturamento da Batávia apresentou um crescimento de 6% em relação ao ano passado. Mais de 200 pessoas que trabalhavam na promoção de vendas da Parmalat foram contratadas pela Batávia.

Fonte: Gazeta do Povo/PR (por Érica Busnardo), adaptado por Equipe MilkPoint
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