A Parmalat teve prejuízo líquido de R$ 78,6 milhões entre janeiro e março deste ano, no período mais agudo da crise que abateu a multinacional italiana. A empresa operacional do grupo no Brasil divulgou somente ontem as demonstrações financeiras do primeiro trimestre, com mais de quatro meses de atraso em relação ao prazo estipulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O balanço é o retrato do impacto que o colapso da Parmalat na Itália, em dezembro de 2003, teve sobre as atividades no Brasil.
A crise aprofundou, e muito, as enormes dificuldades que a Parmalat já enfrentava no país. O prejuízo, que havia sido de R$ 17,3 milhões no primeiro trimestre do ano passado, foi multiplicado em mais de quatro vezes.
O colapso da matriz, que apresentou pedido de concordata em 24 de dezembro na Itália, fez secar o crédito para a Parmalat brasileira. O resultado foi uma drástica queda nos volumes de produção e vendas.
A receita líquida despencou para R$ 132,2 milhões entre janeiro e março, ante R$ 350,9 milhões no mesmo período de 2003. Os custos, entretanto, não diminuíram na mesma proporção. Com isso, a margem bruta caiu de 31,3% para 13,3%.
A Parmalat não incluiu no balanço o resultado da Batávia, já que está afastada do comando da empresa paranaense desde o início do ano. Em nota explicativa, a Parmalat informou que não teve acesso aos números da controlada, que está sendo administrada pelas cooperativas CCLPL e Agromilk (acionistas minoritários).
Fonte: Valor OnLine (por Talita Moreira), adaptado por Equipe MilkPoint
Parmalat perdeu R$ 78,6 milhões no primeiro trimestre
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