Panorama de setor de lácteos na Oceania e Europa

Publicado por: MilkPoint

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Produtividade na Oceania deve melhorar

A produção de leite na região da Oceania continua diminuindo devido à estacionalidade anual, com uma queda mais forte na Nova Zelândia. No entanto, o volume de produção da região neste ano mostra uma tendência 4 a 5% maior do que no ano anterior, nessa mesma época, sendo os últimos dados indicativos de que a produção desse ano supere em 6% a da mesma temporada do ano 2000.

Na Austrália não têm surgido novas tendências de produção. Ainda que os volumes de leite estejam maiores do que na última temporada, a produção total não chega a alcançar o volume anteriormente projetado.

O estoque de produtos lácteos manufaturados, tanto na Austrália como na Nova Zelândia, continuam firmes. Na maioria dos casos, tanto a produção passada como a futura já se encontram completamente comprometidas, e são mínimas ou quase nulas as quantidades disponíveis para vendas pontuais.

Em geral, os preços se mantêm estáveis, apesar de, em alguns casos, terem sido registrados pequenos ajustes (aumentos e baixas). Tanto produtores como comerciantes da Oceania não registraram novos pedidos de compra diante dos problemas sanitários que afetam a Europa.

Produção na Europa Ocidental continua em crescimento

Na maior parte da Europa, a produção de leite continua crescendo. A maioria dos produtores segue com sua produção, uma vez que aproxima-se o fim de ano da cota (31 de março). Em muitos casos, os volumes de leite são maiores que os usuais para essa época do ano, de forma que os ajustes comerciais provavelmente ocorrerão antes do final do mês.

Porém, mais preocupantes que os limites de cota de leite, são os problemas sanitários dentro da União Européia. A situação da doença da 'vaca louca' e da febre aftosa está afetando negativamente a agricultura européia. Os focos de aftosa, que começaram no Reino Unido e estenderam-se para o continente europeu, estão provocando alterações no mercado, sendo que alguns países já proibiram a exportação de produtos de origem animal, como carne, produtos lácteos não pasteurizados e de animais vivos.

Tanto os produtores como os comerciantes do setor temem que essas restrições se estendam a outros países e cheguem a barrar maior quantidade de produtos. Em alguns casos, essas restrições estão sendo impostas pelos próprios países exportadores mas, na maioria dos casos, quem estabelece são os importadores.

Os compradores internacionais estão pedindo cautela com relação aos produtos europeus. Em geral, os produtos lácteos são os menos afetados, mas em muitos casos os compradores exigem uma certificação adicional que assegure que o produto é saudável. O estoque de produtos lácteos manufaturados europeus é adequado para satisfazer a demanda. Produtores e comerciantes do setor se questionam como os mercados lácteos, locais e internacionais, irão se desenvolver durante a próxima temporada de produção.

Ao contrário da temporada passada, no momento não estão sendo estabelecidos compromissos significativos para as necessidades futuras. Acredita-se que a situação sanitária deva ser resolvida para que então as vendas sejam reativadas. Essa situação implica em uma provável redução dos preços, assim como num acúmulo de produção.

Europa Oriental diminui ritmo

Os modelos de produção de leite da Europa Oriental continuam crescendo, apesar de estarem num ritmo menor do que nos anos passados. A maioria dos produtores e comerciantes estão satisfeitos com esse aumento da produção, uma vez que os inventários de produtos lácteos estão muito baixos.

O interesse de compra internacional é limitado, sobretudo frente ao recente aparecimento de focos de aftosa no Reino Unido, na Irlanda e na França, que obriga os compradores a tratarem o mercado europeu com precaução.

Tabela


fonte: Infortambo, por Equipe MilkPoint
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