Segundo o INMET, no Sul, os acumulados de chuva podem superar a média histórica em pelo menos 75 milímetros, com excessos de até 150 milímetros em áreas do noroeste e centro ocidental do Rio Grande do Sul. As chuvas frequentes podem favorecer o crescimento das pastagens, ampliando a oferta de alimento para os animais. No entanto, o órgão recomenda controlar a intensidade do pastejo para evitar o excesso de pisoteio e a degradação dos piquetes.
Em São Paulo, a previsão de chuvas acima da média também pode favorecer o desenvolvimento das pastagens. Por outro lado, o excesso de umidade pode dificultar o acesso de máquinas às áreas agrícolas e atrasar a semeadura da soja. Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, a combinação de temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média pode aumentar o risco de déficit hídrico, especialmente para o café durante a florada e o pegamento dos frutos.
No Centro-Oeste, a distribuição das chuvas deve ser irregular. Enquanto áreas de Mato Grosso do Sul e do norte de Mato Grosso podem registrar volumes acima da média, regiões como o norte de Goiás e o Distrito Federal tendem a apresentar precipitações abaixo da climatologia. Em Mato Grosso do Sul, a recuperação da umidade do solo pode favorecer a manutenção das pastagens.
O INMET também alerta para os riscos associados ao calor e à irregularidade das chuvas em áreas produtoras de grãos, especialmente durante a implantação das lavouras de verão. A previsão climática mensal indica tendências para novembro, e o acompanhamento das atualizações de curto prazo será importante para orientar o planejamento das atividades no campo.
As informações são do INMET, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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