Nova taxa sobre exportações pode levar Argentina a perder mercado para o Brasil

As decisões do governo argentino deste fim de semana de elevar as taxas sobre as exportações agropecuárias e de suspender temporariamente os registros de exportação do setor a partir de hoje podem minar a competitividade do segmento no país e, dessa forma, beneficiar as exportações do agronegócio brasileiro, sobretudo no médio a longo prazo, segundo analistas.

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As decisões do governo argentino deste fim de semana de elevar as taxas sobre as exportações agropecuárias e de suspender temporariamente os registros de exportação do setor a partir de hoje podem minar a competitividade do segmento no País e, dessa forma, beneficiar as exportações do agronegócio brasileiro, sobretudo no médio a longo prazo, segundo analistas.

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As exportações dos produtores argentinos, que pagavam 4 pesos por dólar embarcado, passam agora a ser cobradas por uma nova taxa de até 12%. Como a soja e seus derivados já pagavam alíquota fixa específica de 18%, as exportações do grão pagarão agora 30% no total. No caso do milho e do trigo, a alíquota irá a 12% e, no caso da farinha de trigo, a 9%. À imprensa local, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, argumentou que a medida “atualiza” as “retenciones”, já que o peso argentino se desvalorizou ante o dólar.

Figura 1

A decisão ocorre em um momento em que os produtores argentinos estão plantando a safra 2019/20 de soja e milho e colhendo a de trigo. Como a medida já era esperada, os produtores vinham antecipando as vendas ao exterior, que estão três vezes maiores do que um ano atrás, segundo dados da Bolsa de Comércio de Rosário.

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Para Nery Ribas, diretor da NR Consultoria, a medida terá impacto na competitividade da soja e do milho do país vizinho nas próximas safras. “Já para nós, é interessante.” Para ele, a medida pode levar os produtores argentinos a reduzirem gastos com os tratos culturais desta safra, com possíveis reflexos na colheita.

No caso do trigo, a taxa pode dificultar as vendas ao Brasil, pois o país terá que competir com outras origens, beneficiadas pela cota de 750 mil toneladas isenta de tarifa, lembrou Christian Saigh, vice-presidente do Sindustrigo/SP.

As informações são do Valor Econômico.

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