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RS: SFA/Mapa esclarece possibilidades de alcançar qualidade através da higiene do leite

Durante a tarde do último dia 5 de junho, a SFA/Mapa reuniu cerca de 80 pessoas envolvidas na cadeia produtiva do leite no auditório Ailton Raseira, da unidade de pesquisas, para tratar de esclarecimentos da nova norma de produção e armazenamento do leite cru, as INs 76 e 77, que já estão em vigor. O evento formatado numa espécie de caravana de divulgação, circulou por cerca de dez municípios gaúchos.
 
O evento foi uma realização do Sindilat/RS, Apil, Famurs, Fetag/RS, Gadolando, CRMV/RS, SIMVET/RS, FecoAgro RS, UFPel, Sistema Farsul, Sistema Ocergs, Jersey RS, Emater, Conseleite RS, Mapa e Embrapa. 
 
A médica veterinária Karla Pivato da Secretaria Estadual de Agricultura do RS, falou do Programa de Qualidade na Produção, Transporte e Comercialização do Leite no RS, discorrendo sobre a Lei 14.835 de 06/01/2016, a qual foi elaborada e entrou em vigor a partir de denúncias sobre irregularidades em leite cru, envolvendo especialmente os transportadores de leite. "Esta lei regulou o transporte de leite que não existia. Agora, o leite tem procedência e destino do produto, bem como dados de volume de cada propriedade fornecedora com testes para verificação de qualidade da matéria prima e treinamento de 24 em 24 meses direcionado aos transportadores de leite", explicou a importância, Pivato.
 
O pesquisador Marcelo Bonnet, da Unidade de pesquisas de Pelotas, mostrou um panorama geral sobre as demandas crescentes na área do leite; as amplas dimensões do produto: econômica, social, ética e ambiental; as suas complexidades e a possível expansão brasileira no mercado externo. Ele ainda falou sobre qualidade e sua conquista e algumas ferramentas, os benefícios de uso de Boas Práticas Agropecuárias indicados pela pesquisa, e ainda, do uso de inteligência normativa, capaz de reunir dados de pesquisa, desenvolvimento e inovação de maneira compartilhada para geração de políticas públicas.
 
A médica veterinária Lilian Muller, da LatVida, apresentou um treinamento realizado com produtores sobre as INs 76 e 77, destacando as dificuldades encontradas e como os produtores encontraram soluções para corrigir e adequar a qualidade do leite. O pequeno produtor de leite Magno, de São Lourenço do Sul/RS, prestou seu depoimento ao público, comprovando que as novas INs 76 e 77 incluem os produtores familiares. "Não tenha medo de descartar vacas! Uma vaca que não está de acordo com a produção de qualidade poderá dar o prejuízo equivalente a 10 animais. É preciso que o produtor faça seu planejamento, realizando uma análise individual do seu rebanho. Dá trabalho, mas é possível fazer esse controle", motivou o produtor. O produtor produz como um grande produtor, cerca de 42 mil litros/leite/mês.
 
Após, o evento foi fechado com as palestras ministradas pelo Mapa: Novas regulamentações sobre a qualidade do leite, as INs 76 e 77, apresentada pela técnica Milene Cé, e o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite, que quer contemplar todos os fornecedores, divulgado pelo técnico Roberto Lucena.
 
Segundo Milene Cé, as Normativas vão diminuir a concorrência desleal por captação de produtores sem preocupação com a qualidade e diminuir também as fraudes para mascarar a má qualidade do leite. "As Normativas são muito importantes para evolução da qualidade do leite no Brasil, o Mapa tem uma grande expectativa dos benefícios que elas vão trazer para toda a cadeia. Basicamente é um trabalho de qualidade, em busca da obtenção da higiene do produto leite, com um melhor produto para o consumidor", explicou Cé.
 
Roberto Lucena disse que no Plano de Qualificação dos Fornecedores de Leite (PQFL) será feito em etapas: Elaboração e estruturação do PQFL; após reconhecimento e implementação de Boas Práticas Agropecuárias (BPAs); fiscalização de atividades através de auditoria documental e auditorias in loco, e divulgação de resultados.
 
"Os resultados esperados são para indústria (rendimento industrial; regularidade no fornecimento; fidelização do produtor); para o produtor (produtividade; agregação de valor; rentabilidade/sustentabilidade) para o Brasil (obtenção de produtos mais seguros; maior competitividade do leite; impacto no desenvolvimento dos municípios e sustentabilidade da cadeia do leite)", listou Lucena.
 
As informações são da Embrapa Clima Temperado.

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