A implantação do Conseleite (Conselho do Leite) em Mato Grosso do Sul depende da posição da indústria em relação à participação no custo dessa instância, que seria rateado com os produtores. Até sexta-feira (28) a indústria deve dar uma posição sobre a implantação do Conseleite. Segundo a coordenadora da Câmara Setorial do Leite, Adriana Mascarenhas, os produtores, através da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), já aceitaram participar do processo e ontem os laticínios serão ouvidos.
Segundo Adriana, o Conseleite beneficia a todos. Hoje, a indústria está numa situação ruim em relação aos preços praticados pelos produtos manufaturados e pelo preço do leite pago ao produtor. "A situação de preços para a indústria em Mato Grosso do Sul é diferente do resto do País. Aumentou a produção do leite longa vida no Estado e o valor do leite pago ao produtor aumentou", explicou a economista.
Nos três primeiros meses a despesa do Conseleite será de R$ 16.574, ao mês, incluindo a vinda de técnicos do Paraná, que criou a metodologia de levantamento de preços no mercado. No quarto, quinto e sexto mês será de R$ 10.944, porque neste período já não é necessário visitar indústrias.
Passado esse processo será contratada uma universidade local que fará o levantamento de mercado para estabelecer valores de base para o litro do leite. Nesta etapa a economia prevista é de R$ 50% em relação aos R$ 10,9 mil da anterior.
Fonte: Campo Grande News (por Fernanda Mathias) e Assessoria de Imprensa (Famasul), adaptado por Equipe MilkPoint
MS: implantação do Conseleite depende agora da indústria
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