Visando a recuperação de margens, a diversificação de produtos e uma menor dependência do leite condensado, a Mococa pretende investir no leite longa vida - que, apesar da fama de commodity, proporciona margens de lucro melhores que produtos de valor agregado, segundo o presidente da empresa, Antônio Alves Oliveira.
O longa vida, porém, deverá ser lançado nas versões menos "comoditizadas", como o desnatado e os leites enriquecidos com vitaminas. Além de apostar no longa vida, a Mococa colocará no mercado outros novos produtos, como bebidas à base de leite fermentado com sucos e fibras, e o achocolatado em pó - um relançamento da marca, previsto para as próximas semanas.
A concorrência acirrada com marcas como Itambé, Elegê e Parmalat jogou para baixo o preço do leite condensado, carro-chefe da empresa, que chega a representar até 55% do seu faturamento. "Até três anos atrás, só havia três marcas de leite condensado: Nestlé, Gloria e Mococa", recorda-se Oliveira.
A Mococa também partiu para um ousado movimento de reajuste de preços no varejo. Segundo Oliveira, nos últimos dois meses a companhia aumentou em cerca de 8% seus preços. A perda de participação de mercado foi pequena e compensou a estratégia.
Desde que comprou a Mococa, a gigante holandesa Royal Numico, líder mundial em nutrição especializada, investiu apenas R$ 5 milhões em equipamentos e ampliações na fábrica de Arceburgo (MG), e a previsão para este ano não ultrapassa os R$ 3 milhões. A companhia pretende, em dois anos, dobrar o faturamento, previsto para R$ 134 milhões em 2001. Oliveira diz que aquisições de concorrentes não estão descartadas.
fonte: Gazeta Mercantil (por Marta Barcellos), adaptado por Equipe MilkPoint
Mococa diversifica produtos para recuperar rentabilidade
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