O Ministério da Agricultura afirma que 95% dos produtores de leite já estão em condições de ingressar no programa de melhoria da qualidade do produto. Novas sugestões dos produtores sobre a Portaria 56 estão sendo estudadas, mas o órgão está decidido a editá-la no próximo ano.
"As queixas são de pequenos produtores, que precisam se modernizar", diz o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, Marco Antônio Rodrigues dos Santos. Segundo Santos, os agricultores ligados a grandes empresas de laticínios já participam da coleta de leite a granel. "Se algum produtor não tiver condições de investir isoladamente, deve se reunir em cooperativa ou condomínio", sugere.
Santos destaca os benefícios aos produtores, que deixam de pagar o segundo percurso do leite. No método tradicional, depois de ordenhar as vacas, mandava-se o produto para um posto de resfriamento e, dali, para a usina. Com um resfriador na propriedade, o produto vai direto para a indústria, representando gasto menor.
Para o veterinário Celso Roberto Versiani Velloso, do Ministério da Agricultura, o aumento nos custos por conta da aquisição de equipamentos e dos programas de sanidade será rapidamente compensado com a redução ou eliminação de algumas perdas que hoje comprometem o leite, como a condenação do produto por acidez elevada, mastite e outras doenças do rebanho, além da baixa produtividade.
fonte: Zero Hora (por Jorge Correa), adaptado por Equipe MilkPoint
Ministério aponta vantagens da Portaria 56
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