Mercado de leite começa a se recuperar

Publicado por: MilkPoint

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Segundo Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil, "as empresas estão vendo boas oportunidades e estão comprando mais leite para ocupar o espaço que está sendo perdido pela Parmalat, que reduziu bastante sua produção". Ele acredita que o aumento da procura registrado nos últimos dez dias vai representar um aumento no preço pago ao produtor já em fevereiro. "Depois de cair para R$ 0,42, em média, acredito que o preço deverá voltar aos níveis de setembro, de R$ 0,47 a R$ 0,50."

A marca Leite Nilza, que, segundo dados do Ibope, é líder no estado de São Paulo, com 13% de participação, estima um crescimento de pelo menos um ponto porcentual em cima da Parmalat. A empresa captou em 2003 uma média diária de 750 mil litros e planejava encerrar 2004 com a industrialização de um milhão de litros dia. Agora, antes mesmo do fim de janeiro, a Nilza já está captando 900 mil litros por dia.

A marca, que costumava vender seu longa vida a um preço de 10% a 20% inferior ao preço da Parmalat, pensa em se reposicionar. "Estamos planejando ações de mídia para conquistar o espaço que está sendo deixado pela Parmalat", afirmou o presidente da Nilza, Alexandre Maia.

O aumento da procura pelo leite antecipou um movimento que era esperado apenas para março, quando acaba o período de safra. No entanto, a crise da Parmalat, deflagrada em dezembro, justamente no período de pico da safra, provocou tal queda nos preços pagos ao produtor que no último mês houve uma redução na produção.

De acordo com dados preliminares do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de dezembro a janeiro, a queda de preços chegou a 10% em alguns estados como Goiás. Em São Paulo, a queda foi de cerca de 8%. "A média histórica de queda de preço para essa época do ano é de 2,5% a 3%", afirmou o pesquisador da Esalq, Leandro Ponchio. Os números referem-se ao preço pago ao produtor em janeiro, pelo o leite captado em dezembro. Já a redução dos preços do início da safra, em setembro, até janeiro, passa de 20%.

Além da crise da Parmalat, o atraso do governo na definição da Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) e na liberação dos Empréstimos do Governo Federal (EGF) para a regulagem de estoques também é apontada como responsável pela queda tão acentuada nos preços da commodity. "O preço do leite já estava em declínio acentuado antes da crise da Parmalat por causa da falta recursos para estocagem", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Leite Longa Vida, Almir Meireles.

Fonte: O Estado de S.Paulo (por Mariana Barbosa), adaptado por Equipe MilkPoint
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Cesomar Passos de Oliveira
CESOMAR PASSOS DE OLIVEIRA

OUTRO - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 01/02/2004

Seria mais interessante qdo fizer a colacação "lider" no caso da Central Leite Nilza, explicar melhor em que sequimento, Longa Vida? , captação de leite in natura?, porque acredito que da forma como colacado pode não legitimar a informação

<b>Resposta da empresa</b>:

Olá Cesomar Passos de Oliveira,

Agradecemos o seu posicionamento quanto à informação referente à Central Leite Nilza, veiculada no site MilkPoint. Conforme seu questionamento, informamos que a Central Leite Nilza é líder no mercado de Leite UHT (Longa Vida) no interior de São Paulo, segundo pesquisa do Latin Panel Brasil, que apresentou em dezembro de 2003 um market share (participação de mercado) de 23,2% no interior de São Paulo, e o segundo colocado apresentou 8,2% de participação. Sendo assim, a pesquisa comprova que a Leite Nilza é líder no mercado de vendas em leite UHT no Interior de São Paulo.

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