Menos pecuaristas produzem mais leite

Publicado por: MilkPoint

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O número de produtores de leite do Brasil tem caído nos últimos anos. Em 1997, cerca de 1,2 milhão de pecuaristas dedicavam-se à produção de leite, conforme dados da Leite Brasil, associação dos produtores. Atualmente, 800 mil pecuaristas estão no mercado, um número 33% menor. Deste total, aproximadamente 610 mil respondem por mais de 80% da produção do País, segundo Sebastião Teixeira, professor titular da Universidade Federal de Viçosa (MG). É o que informa reportagem de Mônica Scaramuzzo, publicada hoje na Gazeta Mercantil.

A falta de uma estrutura eficiente para manter colheita mecanizada, capaz de aumentar a produtividade, as apertadas margens de lucros e os altos custos de produção são apontados como principais fatores que levam os produtores a abandonar a atividade, que movimenta no País cerca de R$ 10 bilhões por ano.

A produção de leite, no entanto, tem crescido a cada ano. A oferta de 2000 alcançou 20,09 bilhões de litros - o mercado formal respondeu por 11,5 bilhões do total -, um crescimento de 5% sobre 1999, com um volume de 19,133 bilhões de litros. "A tendência é de uma maior concentração de produtores, com pecuaristas mais capacitados tecnologicamente e aproveitando suas estruturas instaladas na fazenda para reduzir seus custos de produção durante o período das chuvas, quando tradicionalmente os preços do leite caem", diz Teixeira.

A Itambé, a segunda maior captadora de leite do Brasil atrás da Nestlé, reduziu em 65% o número de produtores nos últimos sete anos, para 8 mil no total, de acordo com Teixeira. "Cerca de 60% do leite recepcionado pela cooperativa mineira estão em mãos de 16% destes 8 mil produtores", afirma Teixeira.

Os Estados Unidos, por exemplo, contam com quase 100 mil produtores de leite para a produção de 70 bilhões de litros por ano. A Argentina, com uma produção anual de aproximadamente 9 bilhões de litros, tem 22 mil produtores no país, segundo Roberto Jank Júnior, um dos maiores produtores brasileiros de leite, dono da Agrindus, fazenda em Descalvado, região de Campinas (SP), e vice-presidente da Leite Brasil.

A tendência é de nos próximos cinco anos o número de produtores brasileiros responsáveis por mais de 80% da produção nacional seja de 100 mil, segundo Teixeira. "Estamos caminhando bem rápido para isso", diz. Há três anos, de acordo com o professor, 800 mil produziam 80% da produção total.

Outros fatores, como a evasão de pecuaristas de leite para o mercado informal e a entrada no País de leite importado com subsídio, são apontados como desestimulantes à atividade, de acordo com Jank.

Com a iniciativa de produzir leite com marca própria em parceria com uma indústria de laticínio, a Salute, Jank diz que ganhou fôlego para se manter no mercado. "Industrializamos nosso leite (tipo A) na nossa própria fazenda para vender diretamente ao consumidor."

Mesmo com tecnologia em dia e um rebanho certificado, o produtor Martins Vasconcellos de Oliveira, de Brodowski (interior de SP), decidiu desistir da pecuária de leite. Oliveira vai leiloar no próximos dias 10 e 11 de março 500 fêmeas holandesas e vai arrendar cerca de 400 hectares de sua propriedade para a Usina da Pedra, produtora de açúcar e álcool, em Serrana, na região de Ribeirão Preto (SP).

"A remuneração da cana é maior. Além disso, a usina vai oferecer toda estrutura para o plantio da cultura e colheita. Só vou entrar com a terra", diz o pecuarista. Proprietário da Fazenda Campo Alegre, o produtor não vai se desfazer da marca de leite pasteurizado (a Guten Pag), comercializada por ele há 17 anos. Com a estrutura já montada na fazenda, Oliveira também vai se dedicar ao confinamento de gado de corte.

Norival Aparício Júnior, médico pediatra de Campinas, também vai leiloar seu rebanho leiteiro, com 80 vacas certificadas em abril próximo para abandonar de vez a produção de leite. "Há quatro anos, montei um projeto para captar 1,6 mil litros por dia, com colheita totalmente mecanizada e resfriamento do produto na fazenda. "As altas despesas e os problemas com as indústrias não compensam", diz. Como o pecuarista Oliveira, Aparício vai aproveitar a estrutura de sua fazenda para dedicar-se ao confinamento de boi.

O abandono da atividade leiteira tem provocado aumento do número de leilões destes animais em São Paulo, segundo Sebastião Beraldo, diretor da Embral Leilões Rurais. A Embral leiloou em todo o ano passado 12,03 mil fêmeas. "Somente neste primeiro semestre estão programados leilões de 10 mil animais de gado de leite", diz Beraldo.

(Por Mônica Scaramuzzo, para Gazeta Mercantil, 02/03/01)
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Moisés Bassi
MOISÉS BASSI

CAMPINAS - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 27/12/2017

Bom dia!!

Eu preciso de produtores de leite em Campinas ou próximo para fabricação de iogurtes.

Poderiam me indicar alguém?



Meus contatos:

(19) 3203-6964

(19) 98720-7447



Att.

Moisés Bassi
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