Os analistas do setor leiteiro da União Européia (UE) não estão muito otimistas com as previsões de preços dos produtos lácteos. Apesar de ter havido redução da produção leiteira devido às elevadas temperaturas do verão, os volumes acumulados mostram um aumento da produção de 2% em relação à do mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, apesar de certo equilíbrio entre a oferta e a demanda, com mercados que continuam a vender em um nível razoável, dois fatores têm dificultado o aumento dos preços. Um deles se refere aos significativos volumes de produtos lácteos acumulados na intervenção, somados à maior dificuldade de exportação, provocada pela desvalorização do dólar e pela maior oferta de leite procedente da Austrália e da Nova Zelândia, onde atualmente é primavera.
Para o início do próximo ano, considerando que, em maio, os países candidatos irão aderir ao grupo e que, em julho, são esperados cortes dos preços de intervenção, a situação não tem boas perspectivas e os operadores têm relutado em manter estoques, de acordo com as estimativas realizadas pela European Dairy Farmers.
Fonte: Agrodigital, adaptado por Equipe MilkPoint
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MilkPoint
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