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Mariele Stockler: 'desde criança tive contato com as vacas, o que contribuiu muito para a sucessão'

Foi com muita simplicidade e amor pela atividade que a produtora de leite Mariele Stockler e proprietária do Sítio São Sebastião, em Castro/PR, conversou com a Equipe MilkPoint. Os pais dela iniciaram a atividade no ano de 1987 com apenas três animais em uma estrutura precária. “A área inicial era um antigo chiqueiro. A ordenha era manual e o leite era colocado em latões e depois, levado para a beira da estrada para ser recolhido por um caminhão. Na época a silagem era puxada por um carrinho de mão porque não tínhamos trator”, conta Mariele, que fez questão de ressaltar que sua maior motivação vem da paixão pelas vacas. “Elas são fantásticas e sempre nos surpreendem”.


Sítio São Sebastião

Com o tempo o número de animais foi crescendo e em 1990 a família Stocker investiu em uma ordenha mecânica balde ao pé. Em 1992 foi construído um estábulo com 18 lugares e adicionada mais uma máquina para ordenha. Na sequência, um trator e uma pequena carreta vieram para agregar. “Somos em três irmãos e desde bem pequenos nós tínhamos o desejo de ajudar nos serviços do campo. Sempre encontrávamos um jeito de contribuir, pois adoramos as vacas. Em 1999 adicionamos uma nova sala de ordenha dupla com 4 conjuntos e em 2006 foi construído um barracão de 92 lugares para a alimentação das vacas e novilhas. Vale destacar que todas as construções aqui do sítio foram realizadas pelo meu pai sempre com o auxílio da minha mãe, meu e dos meus irmãos”, relata.


Rebanho aumentando no Sítio São Sebastião 

A área do sítio é de 11 hectares e devido ao aumento no número de animais e falta de sombra, começaram a surgir problemas com barro, mastites e cascos. Então, em um determinado momento, ou eles partiam para um free stall ou teriam que vender quase metade das cabeças. Querendo crescer com o negócio, eles optaram pela construção do confinamento. E, após todo o percurso e dedicação, hoje eles contabilizam 92 vacas em lactação, aproximadamente 30 vacas secas e uma média/animal/dia de 35,5 a 38 litros, com duas ordenhas diárias.

O que também chama a atenção são os bons índices de CCS (Contagem de Células Somáticas) e CBT (Contagem Bacteriana Total) e segundo Mariele, muitos querem saber qual é o segredo do sítio. Para ela, a resposta é simples: uma ordenha bem-feita e com muita higiene. “Não fazemos nada de extraordinário”, frisa.

Sistema de produção

Antes, com o sistema de semiconfinamento, as vacas se alimentavam de silagem e concentrado no cocho e – depois - partiam para o pasto. No final de 2017, com a transição para o free stall, as adaptações passaram a ser feitas. Os animais são predominantemente da raça Holandesa, porém, em torno de 10% é Pardo Suíço e 3% Jersey. No total, são 230 cabeças entre bezerras, novilhas e vacas.

“Trabalhamos hoje com silagem de milho e silagem de sorgo (esta, apenas para novilhas e bezerras). As silagens são produzidas em áreas próprias e em terras arrendadas e - nos últimos anos- passamos a comprar milho em pé para confeccionar silagem”.

Produção de leite em família

De acordo com Mariele, trabalhar em família nem sempre é fácil. Ela explica que está nas suas mãos e nas do seu irmão toda a gestão dos animais do rebanho. Além deles, a propriedade também conta com um funcionário, sua irmã com o marido, seu pai e a sua mãe.


Parte da família Stockler

“Nós temos uma divisão de serviços, mas, quando é preciso exercer a função do outro, fazemos isso tranquilamente. Por exemplo, eu e a minha irmã fazemos as duas ordenhas, mas, quando alguma de nós não está, o meu irmão ou o funcionário se responsabilizam. A principal função do meu irmão é o aleitamento das bezerras, a limpeza do free stall e o trato das vacas e quando ele se ausenta, realizo as funções para ele. Já a principal atividade do funcionário é a limpeza do bezerreiro, o trato das novilhas, a limpeza do free stall, entre outros. O meu cunhado ajuda na limpeza dos pisos, meu pai sempre está envolvido com alguma construção com a ajuda da minha mãe e quando eles precisam de uma ‘mão’, sempre recebem. É difícil alguém ficar parado por aqui, sempre tem alguma coisinha para fazer”, explica Mariele, que ainda acrescentou:

“Quanto à sucessão familiar, a minha irmã casou e mora em uma casa do lado da nossa e o casal trabalha no sítio. Eu e meu irmão somos apaixonados pelas vacas, então, a sucessão vem ocorrendo desde que éramos crianças, o que torna esse processo mais fácil. Claro que sempre há um conflito visto que um quer fazer de um jeito e o outro, de outra maneira, mas, a gente vai se virando. O leite é a nossa única fonte de renda e isso nos motiva. Eu preciso fazer o meu melhor porque dependo disso para viver e quanto mais eu cuidar e zelar pelas coisas, melhor será o resultado. Por mais que o leite passe por altos e baixos ao longo do ano, é uma atividade que conseguimos manter. Quando o preço está mais baixo, a gente paga os custos, mas não consegue investir muito. Já quando o preço está melhor, conseguimos pensar em investimentos”.

Desafios

Para Mariele, um dos maiores desafios é a falta de reconhecimento que muitos têm em relação a produção familiar. “Acordamos às 4h50 da manhã, trabalhamos o dia inteiro e às vezes vamos até a noite, sem contar os sábados, domingos e feriados. Também, um dos desafios é fazer uma boa gestão na propriedade. Em uma leiteria tudo tem que estar na ponta do lápis com relação aos custos, pois se não, a conta não fecha no final do mês. Os custos também são grandes desafios, porque se você oferece um tipo de ração para a vaca, ela tem que dar retorno e isso deve ser mensurado. Todo investimento tem que dar retorno em algum momento dentro de uma propriedade”.

No final da conversa, Mariele convidou todos a participarem do Interleite Sul 2019 e conhecer um pouco da sua história e da sua família de perto. “Também falarei sobre qualidade de leite, que de um jeito simples, é possível o produtor ter excelência. Quero destacar toda a dedicação que temos aos animais, em querer sempre melhorar o conforto a eles e o cuidado desde pequenos até a fase adulta. Tenho certeza que será uma ótima troca de experiências”.

Mariele será uma das palestrantes do Interleite Sul 2019, que ocorrerá nos dias 08 e 09 de maio em Chapecó/SC. A sua palestra ‘Obtendo resultados de excelência na produção familiar’ faz parte do painel ‘Especialização com tecnologia, gestão e terceirização’. O evento já conta com aproximadamente 300 inscritos e a Equipe MilkPoint já está ansiosa para esse encontro! 

Assuntos como automação, terceirização, parcerias, diferenciação, escala e sistemas de produção que aproveitam ao máximo a propriedade com sustentabilidade serão abordados.

Confira a programação completa aqui e se inscreva agora mesmo> http://www.interleite.com.br/sul/

 

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JULIANO MAINARDES

CASTRO - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 21/02/2019

Olá. Me chamo Juliano, sou Gestor na empresa SóLeite Ordenhadeiras, representante da marca GEA em Castro-Pr, com equipamentos do ordenha e tanques de refrigeração. Somos os responsáveis pelo atendimento e manutenção do equipamento GEA no Sítio São Sebastião, e somos muito gratos pelos ótimos números e reconhecimentos a eles conferidos, pois sabemos muito da dedicação dessa família quando se diz respeito a produção de leite com qualidade. Parabéns a família Stockler e que sejam sempre esse exemplo de prosperidade.