Leve leite: prefeitura de SP deve confirmar vitória da Tangará em licitação

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Em nota técnica recebida ontem (23) pela prefeitura de São Paulo, o Ministério da Agricultura atestou a Tangará Importadora e Exportadora como fabricante de leite em pó fracionado, disse o diretor do departamento de inspeção animal (Dipoa), Rui Vargas. Com base na nota, a prefeitura de São Paulo deve confirmar a Tangará como vencedora da licitação para fornecer leite para o programa Leve Leite.

"A Tangará não é fabricante de leite em pó. Ela não transforma o leite in natura em leite em pó. Mas é fabricante de leite em pó fracionado", disse Vargas. "Ao fracionar o leite em pó, você realiza uma operação industrial. Quando se troca a embalagem, é um novo produto. Isso tira a concepção original. Sob o ponto de vista higiênico, é outro produto".

O documento enviado pelo ministério ressaltou que a Tangará recebeu registro no Dipoa sob o SIF 4350 como "Fábrica de Laticínios". Por essa classificação, que foi criada em 1950 e passou por revisões, entende-se os "estabelecimentos industriais que recebem leite ou creme, para o preparo de quaisquer produtos de laticínios". Segundo Vargas, "o leite pode ser in natura, em pó ou de qualquer outra forma".

Esse é o quarto documento emitido pelo ministério sobre o assunto. O caráter conflitante dos três pareceres anteriores - um dizia que a Tangará era fabricante de leite em pó, o outro garantia que não e um terceiro firmava que a empresa era responsável pelo produto, mas não era fabricante, motivou um ofício da prefeitura questionando a veracidade das assinaturas emitidas. Na nota técnica, o ministério reconhece as assinaturas como autênticas. "Tudo depende da pergunta que for feita", disse Vargas, ao explicar a polêmica.

Fontes ligadas à Itambé afirmam que a empresa irá fazer uma denúncia junto ao Ministério Público para verificar se o SIF da Tangará foi obtido de forma regular. O contrato do Leve Leite pode chegar a R$ 100 milhões por ano.

Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
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Marcello de Moura Campos Filho
MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/10/2003

O título da matéria do Valor Econômico é : "Governo garante vitória da Tangará no Leve Leite".

O que a matéria apresenta de fato é que o DIPOA emitiu 4 certificados diferentes sobre a Tangará, relativamente à questão se a empresa é ou não fabricante de leite em pó.

Consta como declaração de Rui Vargas na matéria que "A Tangará não é fabricante de leite em pó. Ela não transforma o leite in natura em pó. Mas é fabricante de leite em pó fracionado. Ao fracionar o leite em pó, você realiza uma operação industrial. Quando troca a embalagem, é um novo produto. Isso tira a concepção original.Sob o ponto de vista higiênico, é outro produto".

Se Rui Vargas deu efetivamente essa declaração, e se há um parecer do DIPOA nessa linha, o que se está caracterizando na realidade é a Tangará como embaladora, e não fabricante de leite em pó.

Se a Tangará não é fabricante de leite em pó, mas apenas uma embaladora, de quem estaria comprando o leite em pó para embalar, com preço tão bom para vencer a licitação?

As notícias mostram outros dois participantes da licitação, a Itambé e a Nestlé, que estão entre os maiores fabricantes de leite em pó nacionais. Outros fabricantes nacionais não se habilitaram.

Será que Tangará está importando leite em pó para fornecer ao Leve Leite?

De qualquer forma o título da matéria dizendo que o Governo garante vitória da Tangará no Leve Leite nos parece exagerado, pois não envolve nenhum posicionamento do Ministro ou do Presidente.

Por outro lado o questionamento da Secretaria de Abastecimento de São Paulo talvez se dê por ter declarado que iria se empenhar para que o programa utilizasse leite nacional.

Se quem vai ganhar a licitação do Leve Leite, é a Tangará, a Itambé ou a Nestlé, não preocupa. O que preocupa é saber, num programa como o Leve Leite, se a origem do leite é nacional ou estrangeiro, se estamos favorecendo a geração de renda e empregos no País ou no exterior.

Acredito que essa deva ser também a preocupação do Governo Federal, da Prefeitura de São Paulo e do PT, que tem compromisso com a geração de emprego e renda no País para alavancar nossa economia.

Com certeza o MAPA pode esclarecer a Prefeitura de São Paulo se a Tangará embala leite em pó nacional ou importado.

E os produtores e cidadãos brasileiros certamente estão interessados em conhecer esses esclarecimentos e qual será o desfecho desse caso.

Marcello de Moura Campos Filho
Presidente da Leite São Paulo
Antonio Perozin
ANTONIO PEROZIN

VALINHOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/10/2003

Mais uma decepção causada pelo PT. É assim que o presidente Lula vai criar 10 milhões de empregos? Com a maior prefeitura governada por eles, comprando leite em pó importado ?
Vale acrescentar ainda, que o mesmo dono da Tangará foi o fornecedor de leite em pó nos governos Pitta e Maluf.
Viva o continuismo, e morte aos produtores de leite do Brasil!
Qual a sua dúvida hoje?