Indústrias brasileiras apostam em alternativas na produção de lácteos para aumentar as vendas e a participação no mercado nordestino - que responde por 50% do consumo nacional de leite em pó, e não têm registrado crescimento significativo nos últimos anos.
A Nutricional, sediada em Vila Velha (ES), tem 70% dos seus negócios focados no Nordeste, e quer se consolidar no mercado de leites flavorizados (com sabor) e modificados (com adição de vitaminas). O objetivo é dobrar as vendas na região em 2001. Com capacidade para processar 350 toneladas de leite/dia, a empresa pretende estar entre as 20 maiores empresas de alimentação do País nos próximos cinco anos.
A Itambé, que tem 40% dos negócios no Nordeste, comercializa entre 40 e 45 mil toneladas de leite em pó/ano na região. Na linha de leite com sabor, a marca já é a quarta em participação no mercado. As bebidas com sabor representam hoje 3% do faturamento da empresa, que em 2000 foi de R$ 740 milhões. A meta para 2001 é ampliar a receita em, pelo menos, 12%.
Já a Indústria de Laticínios Palmeira dos Índios (Ilpisa), detentora da marca Vale Dourado, tem 15% dos seus negócios na linha de leite com sabor. O gerente de marketing da Ilpisa, Adriano Pinheiro, diz que o grupo é considerado a maior empresa de laticínios do Nordeste, faturou R$ 120 milhões no ano passado e planeja, até 2005, atingir R$ 370 milhões.
fonte: Gazeta Mercantil (por Gisele Freire), adaptado por Equipe MilkPoint
Leite modificado ganha destaque no NE
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