O grupo goiano Laticínios Morrinhos investiu R$ R$ 9,8 milhões para implantar a segunda unidade fabril no estado. A nova fábrica, no município de Conceição do Araguaia, está produzindo queijos desde novembro do ano passado e, em um mês, começará a produção de manteiga. A capacidade instalada é para beneficiar 150 mil litros de leite por dia, suficientes para 15 toneladas de queijos dos tipos mussarela, prato e parmesão em fôrma ou ralado. A produção de manteiga chegará a 30 toneladas/mês. A empresa já começou a operar as máquinas para produzir manteiga de forma experimental, mas só em 30 dias começará a envasar o produto na unidade paraense. A manteiga será apresentada em embalagens de 500 e 250 gramas.
O grupo Morrinhos, que detém a marca LeitBom, está no mercado há 37 anos e chegou ao Pará há dois, com a compra de uma fábrica em Canaã dos Carajás. Além das duas unidades, a empresa tem, no estado, oito postos de recepção e resfriamento de leite. Em Goiás são sete unidades fabris. Pelo menos 85% da manteiga e queijo produzidos pela empresa no Pará irão para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e para a região Nordeste.
O que atraiu o grupo para o Pará, de acordo com o gerente administrativo e financeiro do grupo no Pará, Antônio Carlos Ferreira, foi a possibilidade de obter matéria-prima de boa qualidade. As regiões sul e sudeste do estado são apontadas como tendo potencial para tornarem-se a maior bacia leiteira do País. Hoje, contudo, uma série de dificuldades têm frustrado as expectativas do grupo.
Em Conceição do Araguaia, a produção de leite que chega às unidades fabris fica entre 30 e 35 mil litros. Como esse total é dividido com outras fábricas da região, a unidade da Morrinhos só tem conseguido captar o suficiente para produzir 35% da capacidade. "Falta crédito para os pequenos produtores e melhoria nas estradas. Há períodos em que ficamos praticamente parados porque os produtores não conseguem chegar aqui com o leite", critica Ferreira.
O gerente administrativo e financeiro do grupo não informa o faturamento da empresa, mas afirma que, no ano passado, a tendência foi de queda. Isso porque, houve uma grande oferta de matéria-prima, além do que aumentou a concorrência com os produtos importados. Para este ano, a expectativa dos produtores é de que os preços dos laticínios mantenham pelo menos os patamares do ano passado, considerando-se que houve aumento dos produtos importados, por conta da desvalorização do real frente ao dólar.
(Por Rita Soares, para Gazeta Mercantil, 11/04/01)
LeitBom tem nova fábrica de queijos
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ALDENOR FERNANDES DE SOUSA
BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 26/01/2015
Gostaria de saber qual o valor da mussarela se eu comprasse 20.000,00 kg