Itambé investe para exportar mais

Publicado por: MilkPoint

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A Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR), detentora da marca Itambé, planeja investir R$ 45 milhões para aumentar a produção de leite condensado e em pó, sobretudo para atender o exterior. Com isso, a cooperativa espera quadruplicar as exportações, hoje em US$ 8 milhões, para US$ 30 milhões já no próximo ano.

Do orçamento de investimentos para 2004, R$ 35 milhões serão aplicados na unidade fabril de Sete Lagoas, região central de Minas Gerais. A fábrica é responsável pela produção de leite condensado e leite em pó. Os outros R$ 10 milhões serão investidos na ampliação da fábrica de iogurte de Pará de Minas, no centro-oeste mineiro.

O leite condensado é a grande aposta da cooperativa para ganhar mercados, uma vez que tem melhor preço, pois é comercializado em sachês de 500 gramas, informou a cooperativa.

O leite em pó, por sua vez, foi o responsável por uma das principais vendas deste ano. A Itambé venceu uma licitação internacional em outubro, realizada pelas Nações Unidas, para o envio de 2,3 mil toneladas de leite em pó para o Iraque. A transação faz parte do programa mundial da ONU (Organização das Nações Unidas) para doação de alimentos, conhecido por World Food Program. O embarque do produto ocorreu no início de novembro.

O vice-presidente da Itambé, Jacques Gontijo, disse que a empresa participa de outras licitações do programa da ONU. Uma delas, que pode ter o resultado divulgado nas próximas semanas, é para enviar leite em pó para a Palestina. "Essas licitações da ONU são grandes canais para atingir o mercado externo", informou o executivo.

Além do Iraque, desde março, a mineira Itambé vem exportando leite em pó e condensado para vários continentes. Hoje a empresa comercializa com a África, América Latina, América Central e Oriente Médio. Em 2003, dez países recebem produtos Itambé, entre eles, Angola, Nigéria, Argélia, Líbano, Costa Rica e Paquistão. A primeira exportação, no entanto, foi no final de 2002, uma pequena quantia de requeijão para os Estados Unidos.

As operações de venda para o mercado internacional são realizadas pela Serlac, uma trading setorial especializada em produtos lácteos da qual a CCPR faz parte juntamente com outras quatro empresas associadas, Cooperativa Central Agro-industrial do Paraná Ltda. (Confepar), Indústria de Laticínios Palmeira dos Índios S.A. (Ilpisa), Cooperativa Central de São Paulo (CCL-SP) e Embaré Indústria Alimentícias S.A. (Embaré).

Juntas, essas empresas processam diariamente 3,8 milhões de litros de leite, o que equivale a 1,4 bilhão de litros por ano. "O projeto de expansão pelo mundo ganhou força com o início de operações da trading, no final do ano passado", disse Gontijo.

A empresa também obtém sucesso no mercado interno, como revela Gontijo. Segundo ele, o leite condensado da marca é o segundo mais consumido do País e está bem próximo do concorrente líder. O iogurte apresenta bons resultados de vendas, o que proporcionará os investimentos na fábrica de Pará de Minas.

A cooperativa tem planos de montar mais uma unidade fabril, que pode ser instalada ou no Triângulo Mineiro ou em Goiás. O projeto, de cerca de R$ 100 milhões, é antigo e, segundo o executivo, não foi posto em prática por causa de constantes guerras fiscais entre os estados prospectados. "Estamos aguardando a reforma fiscal no Congresso para definir o local do investimento e estabelecer um cronograma", completou.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Karlon Aredes), adaptado por Equipe MilkPoint
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