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Timotheo Silveira: "fugir da tecnologia é correr risco de fechar o negócio"

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 20/01/2020

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O Colégio Agropecuário do Instituto Cristão Mackenzie é uma fazenda destinada às atividades práticas dos alunos que realizam curso técnico na instituição. Contudo, mesmo tendo o ensino como principal finalidade, tornou-se exemplo de produtividade e uso de tecnologia. Nos últimos anos, foram realizados sérios investimentos na lavoura e nas produções de suínos e leite, para que as atividades viessem a ser sustentáveis e lucrativas. São 335 hectares de área total, 3 mil litros de leite por dia e 120 suínos entregues por mês.

Para produção de leite, atualmente, contam com 100 animais em lactação, 35 da raça Jersey e o restante Holandês, criados em sistema semi-intensivo, com foco em produção de leite com altos níveis de sólidos. A silagem de milho e o pré-secado de aveia/azevém utilizados na alimentação do gado são produzidos na própria fazenda. O colégio é dirigido por Timotheo Silveira, zootecnista formado pela Universidade Federal de Viçosa, mestre em nutrição e doutorando em Nutrição de Ruminantes na UFPR. 


Foto: sistema utilizado para o monitoramento dos animais

Adiantando o assunto da palestra, o Diretor disse que, para alcançar a viabilidade na fazenda, o segredo foi investir em tecnologia. “Indiscutivelmente, o investimento em tecnologias auxilia o crescimento da propriedade, retornando em leite. A palavra-chave na gestão é eficiência, ou seja, usar da melhor forma possível os recursos para ter melhor rentabilidade”, comentou Timotheo. As ferramentas de controle de dados utilizadas no Instituto Cristão Mackenzie permitem o monitoramento da sala de ordenha, com identificação da entrada de animais por portão automático, brincos para acompanhamento de saúde e estresse, controle individual de produção, identificação de problemas reprodutivos e manifestação de estro. “Com esse método, conseguimos melhorar a performance dos animais, com ganhos na produção média de leite, diminuição da Contagem de Células Somáticas (CCS) e melhora nos índices zootécnicos e reprodutivos.”

A equipe da propriedade é composta por dez colaboradores, além dos alunos, que participam das atividades durante duas horas por dia. As ações dos estudantes são focadas em aprendizagem, enquanto os funcionários se dedicam à produção. Desta forma, encontraram um modelo de trabalho adequado, para que a fazenda fosse, além de escola, economicamente viável. “Em outras fazendas-escolas ocorre, muitas vezes, um conflito de atividades, no qual os funcionários deixam incumbências para os alunos e vice-versa. Para evitar isso, a coordenação deve ser bem eficiente, de modo que as atividades fluam. No nosso caso, trabalhamos com foco no processo de ensino guiado, ou seja, aulas já pré-definidas e atividades de rotina bem detalhadas”, explicou o Diretor.


Foto: alunos do Instituto Cristão Mackenzie.

Para Timotheo, a atividade leiteira tem que ser o mais eficiente possível e a tecnologia é uma ferramenta para alcançar esse objetivo. “Não podemos pensar em fazenda no futuro sem tecnologia. Monitoramento, controle e informação individual e a gestão desses indicadores serão prioridade para a manutenção da propriedade no mercado. Fugir disso, ou não iniciar as mudanças hoje, é correr um sério risco de fechar o negócio”.

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