Gerente da Conaprole na Argentina faz críticas ao Mercosul
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Em uma entrevista publicada ontem pelo diário "Página 12", de Buenos Aires, Araújo considerou também que o Brasil - maior sócio deste bloco regional, é um "mercado de exportação proibido" para os produtos lácteos, uma vez que a desvalorização de sua moeda não provoca reflexos nos preços. "Faz cerca de 2 anos que vender lácteos ao Brasil causa perdas. Eles têm um mecanismo econômico raro, porque o Real se desvalorizou 30% ou mais, e os preços subiram cerca de 10%."
Além disso, Araújo disse que "é impossível" orientar suas exportações aos países da União Européia porque "eles têm tarifas para os produtos lácteos de até 40%", o que dificulta muito os negócios com eles. Porém, produtos europeus, como queijos holandeses e franceses, são vendidos na Argentina e no Uruguai porque, graças aos subsídios recebidos em seu país de origem, associado às tarifas do Mercosul, estes tornam-se competitivos.
Araújo disse que a Conaprole - que fatura anualmente cerca de US$ 350 milhões - exporta leite em pó, iogurtes e outros produtos lácteos aos principais mercados americanos e asiáticos. Além disso, vende manteiga ao Oriente Médio, sendo que a represália militar que os Estados Unidos estão preparando, devido aos ataques terroristas sofridos pelo país no dia 11 de setembro, certamente afetará à Conaprole, assim como toda a economia mundial.
Fonte: El País, adaptado por Equipe MilkPoint
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