Para atender à maior procura dos pecuaristas pela ração, em conseqüência do período de escassez de pastagens, a Rações Agroraça, de Uberlândia, ampliou seu volume de produção de 900 toneladas mensais para 2000 toneladas mês, a serem produzidas de junho a agosto. O volume é entre 10% a 15% inferior ao produzido no ano passado para o mesmo período, devido ao aumento nos custos da matéria-prima e aos reflexos da crise de energia. Cerca de 80% do volume de rações fabricado pela Agroraça é destinado à alimentação de gado de leite.
A fábrica da Rações Guabi em Uberlândia (subdivisão da Mogiana, de Campinas) aumentou sua produção média mensal de 1600 toneladas de ração para o volume de 1800 toneladas que estão sendo produzidos durante este mês. Para julho e agosto a produção será ampliada para 2500 toneladas. Segundo o supervisor da área de produção, Wagneriano Lacomb, há uma maior demanda pelo setor leiteiro, dada a tendência nos segmentos de gado de corte e aves de que as agroindústrias, ou mesmo os próprios criadores, produzam as rações.
"O produtor de leite, por apresentar-se mais descapitalizado, acaba por não investir em fabricação própria recorrendo à compra desses suplementos", afirma Lacomb. "A matéria-prima representa 60% do custo de produção da ração e fica difícil repassar os percentuais de aumento porque os preços do leite não estão remunerando bem o criador que tem buscado reduzir seus gastos", observa.
fonte: Gazeta Mercantil (por Virna Campos), adaptado por Equipe MilkPoint
Gado de leite gera maior demanda por ração
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