A Cooperativa Central Agropecuária Sudoeste (Sudcoop), mais conhecida pelo nome de sua marca Frimesa, localizada no oeste do Paraná, pretende expandir a atuação em Santa Catarina. Para isso, o grupo está negociando a compra de uma unidade para fabricação de leite pasteurizado no Vale do Itajaí (SC). A intenção é investir cerca de R$ 1 milhão na aquisição, para começar a nova operação no mercado catarinense em 2005.
Segundo o presidente da Frimesa, Valter Vanzella, a expansão para o estado catarinense está em linha com o objetivo de avançar no interior de São Paulo e em Santa Catarina, onde as vendas estão se mantendo regulares. Ele explica que a cooperativa já atuava no mercado de leite longa vida no mercado catarinense e viu espaço para colocar seu leite pasteurizado.
A Frimesa não revela qual a unidade que está na mira para a compra, mas informa que o projeto, somado ao lançamento de produtos como leite condensado, finalizam seus investimentos de curto prazo na área de lácteos.
Embora o leite pasteurizado seja um produto que venha perdendo espaço para o leite de caixinha, Vanzella acredita que há consumidores e que em Santa Catarina a concorrência no ramo é menor. "Há muita concorrência no longa vida com os produtos provenientes do Rio Grande do Sul", considera.
Até agora, a Frimesa atua em Santa Catarina por meio da compra de cerca de 250 mil litros de leite por dia, praticamente um terço de seu consumo diário total, e com a terceirização de parte da produção de itens como chocolate em pó em Jaraguá do Sul. A nova unidade catarinense será a primeira fábrica própria do grupo fora do Paraná. Segundo Vanzella, não há plano de novas aquisições no médio prazo.
Até 2006, a meta é ampliar a captação de leite dos atuais 800 mil litros por dia para um milhão. O aumento da compra tem por objetivo direcionar a produção para itens de maior valor agregado. A Frimesa investiu R$ 20 milhões entre 2003 e 2004 para construir uma unidade de fabricação de leite condensado no Paraná. O novo produto chega ao mercado em 2005 e há pretensões de exportá-lo. O presidente da cooperativa diz que entre os mercados externos já "ocupados" estão Chile e África.
Ele destaca, ainda, a recente investida da cooperativa no mercado externo com o embarque de queijo, que teve início em meados de 2004 com 400 toneladas por mês, volume que deverá atingir 600 toneladas no início de 2005.
Fonte: Valor (por Vanessa Jurgenfeld), adaptado por Equipe MilkPoint
Frimesa investe em fábrica de leite pasteurizado em Santa Catarina
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