Fonterra usa engenharia genética para encontrar novos sabores para seus produtos lácteos

Publicado por: MilkPoint

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A gigante do setor de lácteos da Nova Zelândia, Fonterra, recebeu permissão para manipular geneticamente enzimas de frutas dentro de bactérias e leveduras, para ver se consegue produzir sabores "novos e desejáveis" para seus produtos lácteos.

Os experimentos de pequena escala - designados a provar o conceito dentro de um laboratório - está sendo financiado pelo Governo.

O chefe executivo da Autoridade de Gerenciamento de Riscos Ambientais, Bas Walker, aprovou o pedido para desenvolvimento dentro de laboratórios em 17 de setembro, duas semanas depois de ter sido feito pela Fonterra.

Uma dúzia de bactérias lácteas e três organismos comumente usados para experimentos por biologistas moleculares, formas não patogênicas da bactéria intestinal E.coli e leveduras (pichia pastoris) serão utilizados nos experimentos. Eles terão seus genes modificados com DNA de maçã, kiwi, uvas e da planta Arabidopsis, comumente utilizado para experimentos com genes.

Um porta-voz da Fonterra disse que os experimentos não tinham como meta produzir leites ou queijos acrescidos de sabor, mas sim, aumentar o conhecimento de seus cientistas sobre como os sabores naturais dos alimentos lácteos poderiam ser modificados. A tecnologia poderá ser utilizada para fazer sabores naturais de queijos mais ou menos intensos.

O pedido para a realização da pesquisa diz que o sabor é um fator crítico nas vendas de alimentos lácteos e que a Fonterra "deseja testar se as bactérias ou leveduras geneticamente modificadas podem expressar enzimas de frutas clonadas em fermentações que podem produzir novos sabores, que podem ser utilizados em sistemas lácteos".

Os compostos produzidos desta forma serão considerados para uso em novos sabores de produtos lácteos, segundo os cientistas. Após os experimentos nos laboratórios de enzimologia e genética da Fonterra, em Palmerston North, os materiais serão esterilizados, apesar de alguns produtos lácteos dos experimentos poderem ser liberados para outros laboratórios da Fonterra em Palmerston North ou para os laboratórios da Hortresearch, em Auckland.

A Fonterra, que processa e vende mais de 90% do leite da Nova Zelândia, tem dito repetidamente que não planeja produzir produtos geneticamente modificados a menos que acredite que esses produtos são aceitáveis aos consumidores.

Em 2000 a empresa anunciou que estava incentivando as pesquisas e que gastaria até NZ$ 150 milhões (US$ 91,17 milhões - em 04/11, 1 dólar neozelandês equivalia a US$ 0,60781, de acordo com Oanda.com) nos próximos cinco anos para investigar o potencial da biotecnologia, incluindo não somente produtos geneticamente modificados, mas também o uso de tecnologias como seqüenciamento de DNA e clonagem na produção de animais e plantas não transgênicos.

Fonte: Stuff.co.nz, adaptado por Equipe MilkPoint
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