Uma nova planta de US$ 18,24 milhões da Fonterra, localizada em Kapuni, abriu oficialmente na última quarta-feira, e é líder mundial em tecnologia especializada na produção de lactose farmacêutica.
Um acordo entre a subsidiária da Fonterra, Lactose New Zealand (LNZ), e a empresa Glaxo Smith Kline (GSK), fornecerão em sua planta de 2000 metros quadrados metade da demanda do maior usuário do mundo de lactose farmacêutica tipo inalação.
A planta refina a lactose para partículas de tamanhos muito precisos. A lactose tipo inalação, usada para carregar ingredientes ativos em medicamentos inalatórios, será produzida na fábrica, que foi construída para suprir os requerimentos da Food and Drug Administration - FDA, dos Estados Unidos.
O diretor executivo da Fonterra, Andrew Ferrier, disse que a planta é resultado da estratégia da companhia de desenvolver oportunidades de alto valor e nichos de mercado em parceria com seus clientes.
"Nós estamos satisfeitos em trabalhar junto com a GSK", disse ele. "Esta parceria cria uma excelente oportunidade para seu negócio e é apenas o começo do que espero que será uma parceria mutuamente valiosa de longo prazo".
A lactose é vendida por cerca de US$ 437,94 a tonelada no mercado mundial, enquanto a lactose tipo tablete é vendida por cerca de cinco a 10 vezes mais. Já a lactose tipo inalação será vendida por preços ainda maiores.
O vice-presidente de novos produtos e aquisições globais da GSK, Steve Bucksey, disse que a preocupação no Hemisfério Norte com relação aos riscos de doenças virais reforça a necessidade de se buscar novas fontes de lactose farmacêutica.
A abertura da nova planta tornou a LNZ a segunda maior fornecedora de lactose farmacêutica do mundo. A maior companhia é a holandesa DMV International, divisão da Campina, uma das maiores cooperativas de lácteos da Europa.
O vice-presidente da GSK, que é diretor local da empresa em Ware, Inglaterra, Paul Bruce, disse que a lactose produzida na fábrica de Kapuni será adicionada ao medicamento Seretide - usado no tratamento de asma. A produção do medicamento é de cerca de NZ$ 8 bilhões (US$ 5,83 bilhões) por ano pela GSK. Esse foi o produto mais vendido pela companhia e o quarto medicamento mais vendido no mundo. A produção de lactose pela LNZ ajudou a GSK a suprir essa demanda, segundo Bruce.
A gerente de crescimento do setor de farmacêuticos da Fonterra, Sandra Neild, disse que a lactose tipo inalação atualmente representa 5 a 10% do mercado de US$ 100,72 milhões de lactose farmacêutica.
Fonte: Stuff.co.nz, adaptado por Equipe MilkPoint
Fonterra investe em nova fábrica de lactose farmacêutica
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