Cida, presidente da entidade representativa dos produtores, destacou que o selo representa uma identificação para os queijos produzidos no território do Cerrado. Segundo ela, a indicação reconhece a origem do produto e estabelece critérios de qualidade que precisam ser atendidos pelos produtores habilitados para utilizar a identificação.
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Poliana Dias, organizadora do festival, ressaltou que o evento reuniu representantes dos 19 municípios que integram a região do Queijo do Cerrado. Além do lançamento do selo, a programação contou com palestras, degustação guiada, oficinas gastronômicas, atrações musicais, feira de produtos regionais e atividades voltadas ao público infantil.
O prefeito de Coromandel, Nerson Chihara, afirmou que o evento representa um passo importante para a valorização dos queijos produzidos na região. Segundo ele, a certificação busca reconhecer a qualidade e a origem do produto, contribuindo para fortalecer a produção local e ampliar o reconhecimento do queijo do Cerrado.
A produtora Zarinha, de Abadia dos Dourados, destacou a tradição familiar presente na fabricação do produto. Ela explicou que o Queijo Minas Artesanal é produzido com leite cru, coalho, pingo e sal, passando posteriormente por um processo de maturação que permite o desenvolvimento dos sabores e aromas característicos da região.
O produtor Casquinha, de Brejo Bonito, comemorou a conquista da indicação geográfica e a oportunidade de reunir produtores de diferentes municípios. Para ele, o reconhecimento contribui para dar maior visibilidade ao Queijo do Cerrado, inclusive dentro da própria região produtora.
Juliano Tarabal, da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, destacou a evolução da região na valorização de seus produtos de origem. Segundo ele, assim como ocorreu com o café do Cerrado Mineiro, o reconhecimento do queijo contribui para ampliar a promoção, a valorização e a identificação dos produtos produzidos no território.
Saulo, representante da Queijos Pam, também destacou a tradição familiar na produção de queijos. Segundo ele, a família trabalha com a atividade há mais de 40 anos, mantendo uma história que atravessa gerações e que passou a contar com registro no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) em 2007.
O gerente regional do Sebrae, Marcos Alves, ressaltou a importância do reconhecimento para a região e para a cadeia produtiva do Queijo Minas Artesanal. Ele lembrou que o Cerrado já possui tradição na valorização de produtos de origem, especialmente por meio do café, e agora amplia esse reconhecimento para o queijo.
A produtora Carmen Cortes, do Queijo Brinco de Ouro, afirmou que o lançamento do selo representa uma conquista para os produtores de Coromandel e toda a região. Ela contou que a tradição da família na produção de queijos começou em 1962 e que atualmente trabalha para manter o legado deixado pelo pai, preservando a qualidade e a dedicação à produção.
Cida, presidente da associação dos produtores, destacou a importância de comunicar ao mercado a identidade própria do produto. Segundo ela, o objetivo é fortalecer o reconhecimento do queijo produzido na região como Queijo do Cerrado, diferenciando-o de outras variedades tradicionais do Queijo Minas Artesanal.
Poliana Dias explicou ainda que o reconhecimento concedido ao queijo é uma indicação de procedência, uma das modalidades de indicação geográfica reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Segundo ela, o selo valoriza a origem, o saber fazer, a tradição e as características relacionadas ao clima e ao território onde o queijo é produzido.
O Festival do Queijo do Cerrado teve programação também no domingo, com atividades gastronômicas, culturais e musicais. A realização do evento reforçou a importância econômica e cultural da produção queijeira para os municípios da região e marcou uma nova etapa na identificação e valorização do queijo produzido no cerrado mineiro.
As informações são da Rádio Difusora 95.
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