A falta de energia elétrica no estado do Paraná tem provocado prejuízos expressivos a produtores rurais, principalmente nas atividades que dependem de eletricidade para ordenha, refrigeração e conservação de alimentos. Nos últimos dias, pecuaristas e agricultores passaram a publicar vídeos nas redes sociais mostrando o tamanho das perdas, incluindo o descarte de milhares de litros de leite que estragaram após horas e até dias sem fornecimento.
A situação ganhou força após os temporais registrados nos dias 24 e 25 de outubro, que deixaram milhares de imóveis sem energia elétrica em diferentes regiões do estado. O problema, porém, vai além dos danos provocados pelo clima. Produtores também relatam quedas e oscilações de tensão em dias sem chuva, situação que compromete equipamentos e coloca em risco a produção.
Um dos casos que chamou a atenção ocorreu em Diamante do Oeste, na região Oeste do Paraná. A produtora rural Keli Silva perdeu mais de 2,5 mil litros de leite depois que a propriedade ficou quatro dias consecutivos sem energia. Mesmo com a compra de um gerador, não foi possível manter os equipamentos de refrigeração funcionando.
Em Marechal Cândido Rondon, outro produtor precisou descartar aproximadamente 5 mil litros de leite após ficar cerca de 52 horas sem eletricidade. A interrupção comprometeu o funcionamento das ordenhadeiras e dos tanques de resfriamento.
Já em Perobal, o produtor rural Júnior Amaduci relatou nas redes sociais a perda de 500 litros de leite e outros 300 litros de iogurte. O caso também motivou uma mobilização de produtores para cobrar providências da Companhia Paranaense de Energia (Copel).
Em posicionamento divulgado em 19 de outubro, a Copel informou que investiu R$ 846,7 milhões nos últimos três anos em ações preventivas contra interrupções provocadas por eventos climáticos. Somente nos primeiros nove meses de 2026, foram aplicados cerca de R$ 260 milhões em manutenção e prevenção.
A companhia também informou que, durante os temporais do início de outubro, 325 mil unidades consumidoras chegaram a ficar sem energia simultaneamente. Mais de 90% tiveram o fornecimento restabelecido em menos de 24 horas.
As informações são da Gazeta do Interior.
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