Faemg orienta pecuarista a reduzir produção
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
De agosto a outubro, os preços mínimos pagos ao produtor mineiro caíram de uma média de R$ 0,46 para R$ 0,40 o litro. Ao mesmo tempo, as cotações dos insumos só têm aumentado. Nos últimos 12 meses, o preço da ração subiu 24,8% e o adubo teve alta de 16,12%. Estes dois itens representam 44,5% do custo variável da pecuária de leite. Justamente para evitar que esta situação perdure, Dessimoni informou que os produtores decidiram promover o ordenamento da oferta, reduzindo a entrega de leite às indústrias. Segundo ele, os preços ao consumidor não deverão ser afetados pela campanha, pois as indústrias alegam que os estoques estão elevados.
Eduardo Dessimoni conclama toda a classe a participar do movimento e recomenda aos produtores a procurar orientação técnica para iniciar o processo de redução da produção de leite. "Produtores especializados poderão reduzir a produção através da adoção de medidas como a diminuição do fornecimento de ração, mudança de manejo e aproveitamento maior do pasto em substituição à silagem. Já os produtores de menor porte podem passar a alimentar melhor os bezerros. Qualquer medida, no entanto, deve ter respaldo técnico, de acordo com as características do rebanho e da propriedade rural", reforçou.
Segurança alimentar
Todos os países, de acordo com Eduardo Dessimoni, protegem sua pecuária leiteira, uma das atividades que mais gera empregos, além de ser fundamental para a segurança alimentar das nações. "Os produtores de leite são os que mais recebem subsídios no mundo. Os subsídios ao setor leiteiro são mais altos que a soma dos auxílios recebidos pelos demais produtos agropecuários", acrescentou. Diante deste cenário, ele chamou a atenção para a necessidade de proteção da pecuária leiteira brasileira, de forma a garantir o abastecimento interno, manter - e criar - empregos e fixar o homem no campo, além de evitar importações predatórias e gerar excedentes para exportação.
O Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, respondendo por 4,39% da produção mundial, atrás da União Européia (UE), Estados Unidos, Índia e Rússia/Ucrânia. No ano passado, a produção brasileira ficou em 20,4 bilhões de litros. O país é bastante competitivo e consegue produzir uma tonelada de leite em pó integral por US$ 1,7 mil, contra o custo de US$ 2,3 mil na Argentina. Minas Gerais lidera o ranking brasileiro, com produção anual da ordem de seis bilhões de litros, o correspondente a 30% da produção nacional. No Estado, a atividade leiteira está presente em todas as regiões, envolvendo de 250 mil a 300 mil produtores e empregando aproximadamente um milhão de pessoas.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Faemg, adaptado por Equipe MilkPoint
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OUTRO - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO
EM 28/11/2003
Esta idéia de diminuirem a produção em torno de 20% neste momento é ótima. Principalmente porque o argumento é que existe um excesso de leite no mercado e o consumo está muito retraído. Acredito mais na segunda hipótese, porque este reflexo está acontecendo em outros segmentos do mercado. Mas porque as grandes empresas do setor, principalmente as multinacionais, não estão comprando e industrializando leite em pó como é comum neste período ?
E é em função disto que as pequenas empresas e cooperativas estão transbordando leite pelo ladrão, pois como sempre, o escoamento se dá através das grandes compradoras. Elas simplesmente virarão as costas com o argumento que já conhecemos. Aguardem... já está quase na hora delas voltarem a comprar, pois o preço já está chegando onde elas precisam para garantir como sempre um lucro extraordinário.
Este capítulo ainda não terminou. Em breve voltaremos com a velha história...
Por isto acho ótima a idéia de diminuir a produção. Quem sabe assim não acontecerá o que é previsível na programação delas.
Mas é necessario que realmente diminua a produção, e para que isto ocorra também pode estar se iniciando a tão esperada união dos produtores, para darem seu grito de liberdade.
Toda mudança é precedida de um trauma e sabemos que o produtor está tendo prejuízo há muito tempo. Será que um prejuízo um pouquinho maior agora não representará a resolução do problema eterno?
Eu apostaria nisto !