Faeg critica indústrias que baixaram o preço do leite em Goiás

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O presidente da Comissão de Pecuária Leiteira da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), Maurivan Siqueira, criticou as indústrias de laticínios pela redução de R$ 0,07 no preço do litro de leite pago ao produtor.

Segundo ele, a diminuição do preço vem ocorrendo desde julho, caindo de R$ 0,50 para R$ 0,43 por litro, em média. "O pior é que a indústria baixou o preço para o produtor, mas não para o consumidor goianiense, que vem pagando pelo litro do leite longa vida entre R$ 1,55 e R$ 1,21, conforme levantamento do Procon-GO", denunciou.

Siqueira disse que a situação é crítica porque os produtores têm prejuízos e perdem renda. "Os custos dos insumos subiram 30% e a indústria ainda reduz o preço pago ao produtor. Ou seja, estamos pagando para produzir leite. É uma situação insustentável, que está levando muita gente a deixar a atividade", reclamou.

Por isso, um grupo de 50 produtores goianos vai a Brasília, amanhã (11), para duas audiências. Inicialmente, eles vão participar do evento de instalação da Câmara Setorial do Leite, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e posteriormente relatarão aos deputados da Comissão de Agricultura a situação da pecuária leiteira no Estado.

Estímulo

Siqueira observa que o produtor está desestimulado com a situação e isso pode refletir na produção de leite estadual. Goiás, segundo ele, é o segundo maior produtor do País, ficando atrás apenas de Minas Gerais. São produzidos 195 milhões de litros/mês (ou 6,5 milhões/dia), mas apenas 15% abastecem o mercado interno, os outros 85% são vendidos para fora do Estado, especialmente São Paulo.

Segundo ele, se continuar a descapitalização dos produtores, Goiás, no prazo de oito anos, poderá perder a posição de segundo maior produtor de leite e tornar-se importador do produto.

"Isso é grave, porque o setor emprega mais de 220 mil pessoas, sem contar os investimentos que fizemos para melhoria do rebanho, modernização na pastagem, entre outras medidas. O receio é de que tudo que foi estruturado nos últimos 40 anos possa ser desmantelado", alerta.

Das 15 indústrias existentes no Estado, as sete maiores compram 52% da produção, o que configura um forte controle no setor, na opinião do dirigente da Faeg, pois os laticínios "impõem" a política de preços ao produtor. "Só recebemos após 45 dias da entrega do produto. Não sabemos se haverá queda ou não de preço, já que a maioria das indústrias não informa nada. Apenas a Nestlé faz isso", contou.

Além da uma política para o setor leiteiro, Siqueira quer que o governo estadual tome uma atitude para cobrar das indústrias o cumprimento da resolução 1.777, que obriga a indústria a assinar contratos de compra de leite, sob pena de perder incentivos fiscais.

O presidente do Sindileite, Domingos Vilefort, disse que hoje dará o posicionamento das indústrias sobre as críticas dos produtores de leite, explicando os motivos da queda nos preços.

Fonte: O Popular/GO (por Antonio Ribeiro dos Santos), adaptado por Equipe MilkPoint
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Múcio Ribeiro de Rezende
MÚCIO RIBEIRO DE REZENDE

RESENDE - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/11/2003

Pensei que o problema fosse só meu (micro produtor), que o custo do leite está maior que o preço( R$0,64x R$0,42). Minha maior preocupação é que todo ano o Salário Mínimo aumenta(com pressão de aumento maior) enquanto isto o preço do leite permanece no mesmo patamar, com oscilações negativas.
Tenho paixão por esta atividade, mas não sei até quando poderei mantê-la.

Atenciosamente.
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