O ritmo de queda das exportações de produtos lácteos da Argentina diminuiu no mês de abril e aponta uma importante recuperação nos preços. Dentre os produtos exportados, o leite em pó se destacou como o de maior volume, alcançando 6100 toneladas, segundo os registros feitos pelos órgãos de fiscalização do Estado.
O volume das exportações foi semelhante ao obtido em abril do ano passado, havendo, entretanto, um aumento de 10% no valor obtido com as exportações, em virtude da melhora de 15% no preço dos produtos. As exportações de queijos e outros derivados (iogurtes, doces, manteiga, etc), tiveram uma redução de 35% em volume e 50% em valor.
Desde o ano passado, as exportações de lácteos argentinas já vinham apresentando uma queda, tendo havido uma redução de 14% com relação às exportações feitas em 1999. Nesse ano, as exportações argentinas atingiram o volume máximo da história do País, com um rendimento de US$400 milhões, dois terços deles referentes ao leite em pó.
O balanço dos primeiros quatro meses do ano mostra que foram exportadas 34 mil toneladas de leite, no valor de US$70 milhões. Isso significa uma redução de 36% em volume e 19% em valor, com relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio do leite exportado, por sua vez, mostrou uma recuperação, na média do quadrimestre, de 25%. O aumento das exportações argentinas ao Chile compensaram a grande redução das exportações feitas ao Brasil, que, ainda assim, continua sendo o principal destino dos lácteos argentinos, recebendo quase 50% do total exportado nos primeiros quatro meses do ano.
A Argélia, que foi um destino importante do produto nos primeiros dois meses do ano, perdeu importância quando houve uma recuperação nos preços de exportação dos produtos lácteos, o que reflete a perda da competitividade da indústria láctea pelos altos custos internos, com relação a outros fornecedores tradicionais desse mercado africano.
As exportações de queijos e outros lácteos atingiram o volume de 12 mil toneladas, no valor de US$20 milhões. Isso implica em uma variação negativa de mais de 40% no volume e 33% no valor. Particularmente com relação aos queijos, houve uma recuperação leve nos preços médios de exportação com relação aos preços obtidos no ano passado, simultaneamente ao aumento da participação dos Estados Unidos como destino dos queijos argentinos.
fonte: E-campo, adaptado por Equipe MilkPoint
Exportações argentinas mostram recuperação
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