A Austrália, a Nova Zelândia e os Estados Unidos são os principais beneficiados do crescimento da demanda na China de animais e genética para importação. Estes mesmos países também estão competindo para vender à China produtos lácteos, incluindo leite fluido, leite em pó, queijos e produtos de soro de leite.
Os EUA são o maior fornecedor de soro de leite para a China, sendo responsável por cerca de 36% em volume durante a primeira metade de 2003, enquanto a Nova Zelândia é dominante no fornecimento de leite em pó. Durante o ano de 2003, a exportação de bovinos para cria dos EUA para a China mais que dobrou com relação ao ano anterior, reduzindo a participação do Canadá, após o surgimento de um caso de EEB neste país.
O impacto da entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC) e o esquema de tarifas determinado depois desta entrada pressionou a produção doméstica de leite em pó. Algumas companhias estão substituindo a produção para o setor de leite fluido, onde as importações são mínimas. Apesar da queda nos níveis das tarifas, a taxa tarifária efetiva ainda está entre 24% e 47% para produtos lácteos.
Em resposta à insuficiente produção doméstica de leite cru, o Governo chinês anunciou um plano estratégico nacional chamado "Plano de Desenvolvimento para Produção Vantajosa de Leite Bovino, 2003-2007". É difícil estimar a efetividade que este plano terá no aumento da produção de leite, mas este projeto poderá levar à redução nas importações de lácteos pela China.


Fonte: Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (FAS/USDA)